Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2020. O dado acende alerta sobre retrocesso na imunização global e riscos de surtos de doenças evitáveis.
Resumo rápido
- Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2020.
- O dado acende alerta sobre retrocesso na imunização global e riscos de surtos de doenças evitáveis.
O alerta da Unicef acende um sinal vermelho para a saúde global: 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2020. O número, divulgado em relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, representa um retrocesso de mais de uma década na cobertura vacinal mundial.
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2020. O número representa um aumento de 3,5 milhões em relação a 2019, refletindo interrupções nos serviços de saúde durante a pandemia de Covid-19.
O cenário global da imunização infantil
A cobertura vacinal global vinha em trajetória de crescimento desde os anos 2000, mas a pandemia de Covid-19 interrompeu esse progresso. De acordo com a Unicef, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche), indicador de acesso básico à imunização, saltou de 10 milhões em 2019 para 13,5 milhões em 2020.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 23 milhões de crianças deixaram de receber vacinas essenciais em 2020, o maior número desde 2009. Desse total, 13,5 milhões não tomaram nem a primeira dose da DTP.
Os países mais afetados
O relatório aponta que Índia, Paquistão, Indonésia e Filipinas concentram os maiores contingentes de crianças não vacinadas. Na América Latina, Brasil e México registraram quedas significativas na cobertura, com destaque para a vacina contra sarampo, cuja meta de 95% não foi atingida.
"A vacina é uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública", afirma a Unicef. "Cada criança que deixa de ser vacinada representa um risco de surto de doenças que já estavam controladas."
Por que as crianças não estão sendo vacinadas?
As causas são múltiplas e variam conforme a região. A pandemia de Covid-19 sobrecarregou sistemas de saúde, desviou recursos e interrompeu campanhas de vacinação. Medo de contágio, desinformação e dificuldades de acesso também contribuíram.
Impacto da pandemia
Em 2020, 60% dos países relataram interrupções nos serviços de imunização infantil. A Unicef estima que 10 milhões de crianças podem ter ficado sem vacina contra sarampo, e 8 milhões contra poliomielite.
Desigualdade no acesso
Crianças em comunidades rurais, zonas de conflito e áreas de baixa renda são as mais vulneráveis. A falta de infraestrutura de saúde, a pobreza e a instabilidade política agravam o cenário.
Consequências para a saúde global
A queda na cobertura vacinal eleva o risco de surtos de doenças como sarampo, coqueluche e poliomielite. A OMS já registrou aumento de casos de sarampo em 2021, após anos de declínio.
Doenças evitáveis voltam a ameaçar
O sarampo, por exemplo, exige cobertura de 95% para evitar surtos. Com a queda, países como Brasil e Índia viram o número de casos subir. A poliomielite, considerada erradicada na maior parte do mundo, ainda circula em países como Afeganistão e Paquistão.
O que está sendo feito?
A Unicef e a OMS lançaram a campanha "Vacinação em Dia" para recuperar o atraso. A iniciativa prevê ações de busca ativa de crianças não vacinadas, reforço de campanhas e fortalecimento de sistemas de saúde.
Metas para 2022
A meta é vacinar 80% das crianças que perderam doses em 2020. Países como Brasil retomaram campanhas de multivacinação, mas o desafio é grande.
Como a sociedade pode ajudar?
Pais e responsáveis devem verificar a caderneta de vacinação dos filhos e procurar postos de saúde. Profissionais de saúde podem orientar e combater a desinformação. Governos precisam priorizar a imunização.
"Vacinar é um ato de proteção coletiva", reforça a Unicef. "Cada dose aplicada salva vidas e evita surtos."
Perguntas Frequentes
Quantas crianças não receberam vacina no primeiro ano de vida?
13,5 milhões, segundo relatório da Unicef divulgado em 2021.
Qual vacina é usada como indicador?
A DTP (difteria, tétano e coqueluche), que exige três doses no primeiro ano.
Quais países têm mais crianças não vacinadas?
Índia, Paquistão, Indonésia e Filipinas lideram a lista.
A pandemia causou essa queda?
Sim, a Covid-19 interrompeu serviços de saúde em 60% dos países.
O que está sendo feito para reverter o quadro?
Campanhas de busca ativa, multivacinação e fortalecimento de sistemas de saúde.
Como saber se meu filho está com a vacinação em dia?
Consulte a caderneta de vacinação e procure um posto de saúde para atualização.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.