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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef relata que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida entre 2019 e 2021. Dados globais indicam retrocesso na imunização infantil, aumentando o risco de surtos de doenças evitáveis e impactando negativamente a saúde pública mundial.

Relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida entre 2019 e 2021. Dados globais mostram retrocesso na imunização infantil, com impactos diretos na saúde pública e no risco de surtos de doenças evitáveis.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida entre 2019 e 2021.
  • Dados globais mostram retrocesso na imunização infantil, com impactos diretos na saúde pública e no risco de surtos de doenças evitáveis.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida entre 2019 e 2021. O número representa o maior retrocesso na imunização infantil em 30 anos, com queda na cobertura global para a primeira dose da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) de 86% para 81% no período. Os dados foram divulgados no relatório The State of the World's Children 2023.

Queda histórica na cobertura vacinal

A Unicef classifica o declínio como o maior em três décadas. Antes da pandemia de covid-19, a cobertura global para a primeira dose da DTP era de 86%. Em 2021, caiu para 81%, deixando 13,5 milhões de crianças sem acesso a essa proteção básica. A queda foi mais acentuada em países de baixa e média renda, onde os sistemas de saúde já enfrentavam fragilidades.

Causas do atraso vacinal

A pandemia de covid-19 interrompeu serviços de rotina de imunização em mais de 100 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, conflitos armados, deslocamentos populacionais e desinformação sobre vacinas contribuíram para o aumento do número de crianças não vacinadas. No Brasil, a cobertura vacinal infantil também caiu nos últimos anos, com a vacina DTP registrando 73% em 2021, abaixo da meta de 95%.

Consequências para a saúde pública

A falta de vacinação no primeiro ano de vida expõe crianças a doenças como sarampo, poliomielite e difteria. Em 2022, surtos de sarampo foram registrados em 37 países, muitos deles com cobertura vacinal abaixo de 80%. A Unicef alerta que o atraso vacinal pode reverter décadas de progresso no combate a doenças infecciosas.

Regiões mais afetadas

A África Subsaariana e o Sul da Ásia concentram a maior parte das crianças não vacinadas. Na Nigéria, 3,1 milhões de crianças não receberam a primeira dose da DTP em 2021, o maior número absoluto do mundo. Na Índia, foram 2,4 milhões. Na América Latina, o Brasil teve 480 mil crianças sem a primeira dose da DTP em 2021.

Vacinas mais afetadas

Além da DTP, a cobertura para a primeira dose da vacina contra sarampo caiu de 86% para 81% globalmente entre 2019 e 2021. A vacina contra poliomielite registrou queda de 85% para 80% no mesmo período. A OMS estima que 25 milhões de crianças não receberam a primeira dose da vacina contra sarampo em 2021.

Esforços de recuperação

A Unicef e a OMS lançaram a campanha The Big Catch-Up em 2023 para recuperar atrasos vacinais. A iniciativa prioriza países com baixa cobertura, como República Democrática do Congo, Etiópia e Filipinas. No Brasil, o Ministério da Saúde retomou campanhas de multivacinação em 2022, com foco em crianças menores de 5 anos.

Como reverter o cenário

Para reverter o atraso vacinal, a Unicef recomenda fortalecer sistemas de saúde primária, treinar agentes comunitários e combater a desinformação sobre vacinas. A entidade também defende que governos priorizem a imunização em orçamentos de saúde. No Brasil, a volta da obrigatoriedade de vacinação para matrícula escolar em alguns estados ajudou a elevar a cobertura em 2023.

Perguntas Frequentes

Por que 13,5 milhões de crianças não receberam vacinas?

A pandemia de covid-19 interrompeu serviços de imunização em mais de 100 países. Conflitos, deslocamentos e desinformação também contribuíram para o declínio.

Quais vacinas são mais afetadas?

As vacinas DTP (difteria, tétano e coqueluche), sarampo e poliomielite registraram as maiores quedas de cobertura entre 2019 e 2021.

O Brasil está entre os países com mais crianças não vacinadas?

Sim. O Brasil teve 480 mil crianças sem a primeira dose da DTP em 2021, ocupando o 10º lugar no ranking global de crianças não vacinadas.

Como a falta de vacinação afeta a saúde pública?

A baixa cobertura vacinal aumenta o risco de surtos de doenças como sarampo e poliomielite. Em 2022, surtos de sarampo foram registrados em 37 países.

O que está sendo feito para reverter o atraso?

A Unicef e a OMS lançaram a campanha The Big Catch-Up em 2023 para recuperar atrasos vacinais, priorizando países com baixa cobertura.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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