Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, maior número desde 2010. Entenda as causas e consequências desse déficit vacinal.
Resumo rápido
- Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, maior número desde 2010.
- Entenda as causas e consequências desse déficit vacinal.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
A Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o maior número desde 2010. O relatório "Estado Mundial da Infância 2026" revela que, entre 2019 e 2021, 67 milhões de crianças ficaram sem vacinação completa, agravando o risco de surtos de doenças evitáveis.
Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina?
O principal motivo é a interrupção dos serviços de saúde durante a pandemia de Covid-19. Dados da OMS mostram que a cobertura vacinal global caiu de 86% em 2019 para 81% em 2021. Conflitos armados e deslocamentos populacionais também contribuem, como na África Subsaariana e no Oriente Médio.
Fatores regionais
Na Índia, 2,7 milhões de crianças não receberam a primeira dose da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) em 2021. Na Nigéria, 2,2 milhões de crianças ficaram sem vacinação. No Brasil, a cobertura vacinal caiu de 95% em 2015 para 71% em 2021, segundo o Ministério da Saúde.
Impacto na saúde infantil
A falta de vacinação aumenta o risco de doenças como sarampo, poliomielite e coqueluche. Em 2022, houve 17 surtos de sarampo em países que antes haviam eliminado a doença. A OMS estima que 1,5 milhão de crianças morrem anualmente por doenças evitáveis por vacinas.
Doenças mais afetadas
- Sarampo: 9 milhões de casos em 2021, com 128 mil mortes
- Poliomielite: 6 casos de poliovírus selvagem em 2021, mas 1.000 casos de cepas derivadas de vacina
- Coqueluche: 151 mil casos notificados globalmente em 2021
Soluções para reverter o déficit vacinal
A Unicef recomenda o fortalecimento dos sistemas de saúde primários e campanhas de vacinação em massa. O programa Gavi, a Aliança para Vacinas, já imunizou 900 milhões de crianças desde 2000. A OMS lançou a Agenda de Imunização 2030, com meta de 90% de cobertura para vacinas essenciais.
Iniciativas bem-sucedidas
- Moçambique: campanha de vacinação contra sarampo atingiu 95% de cobertura em 2022
- Paquistão: 100 milhões de crianças vacinadas contra poliomielite entre 2020 e 2022
- Brasil: Programa Nacional de Imunizações retomou campanhas em 2022, com aumento de 10% na cobertura
O papel da desinformação
A desinformação sobre vacinas é um obstáculo crescente. Uma pesquisa da Unicef em 55 países mostrou que 40% dos pais têm dúvidas sobre a segurança das vacinas. A OMS classifica a hesitação vacinal como uma das dez ameaças à saúde global.
Como combater a desinformação
- Campanhas educativas com líderes comunitários
- Transparência sobre dados de segurança
- Uso de redes sociais para promover informações verificadas
Perguntas Frequentes
Quantas crianças não recebem vacina no 1° ano de vida?
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o maior número desde 2010.
Quais são as principais causas da falta de vacinação?
As principais causas incluem interrupção dos serviços de saúde pela pandemia, conflitos armados, deslocamentos populacionais e desinformação sobre vacinas.
Qual o impacto da falta de vacinação na saúde infantil?
A falta de vacinação aumenta o risco de doenças como sarampo, poliomielite e coqueluche. A OMS estima que 1,5 milhão de crianças morrem anualmente por doenças evitáveis por vacinas.
O que está sendo feito para reverter o déficit vacinal?
Iniciativas como o programa Gavi e a Agenda de Imunização 2030 da OMS buscam aumentar a cobertura vacinal. Campanhas em países como Moçambique e Paquistão mostram resultados positivos.
Como a desinformação afeta a vacinação?
A desinformação sobre vacinas gera hesitação vacinal. Uma pesquisa da Unicef mostrou que 40% dos pais têm dúvidas sobre a segurança das vacinas.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.