Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, revelando retrocesso na cobertura vacinal global e riscos de surtos de doenças evitáveis.
Resumo rápido
- Relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, revelando retrocesso na cobertura vacinal global e riscos de surtos de doenças evitáveis.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
O Unicef divulgou um relatório alarmante: 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O dado, referente a 2023, representa um retrocesso na cobertura vacinal global e acende um alerta para o risco de surtos de doenças evitáveis. Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, um número que se mantém estagnado desde 2021.
O que diz o relatório do Unicef sobre vacinação infantil
O relatório "Estado Mundial da Infância 2024" do Unicef aponta que, globalmente, uma em cada cinco crianças não recebeu vacinas essenciais no primeiro ano. Os dados mostram que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o que inclui doses contra sarampo, poliomielite, difteria, tétano e coqueluche. A cobertura vacinal para a DTP3 (tríplice bacteriana) caiu de 86% em 2019 para 84% em 2023, segundo a OMS e o Unicef.
Causas do retrocesso na imunização infantil
Especialistas apontam múltiplos fatores para a queda na cobertura vacinal. Conflitos armados, deslocamentos populacionais, crises humanitárias e a desinformação sobre vacinas estão entre as principais causas. O relatório do Unicef destaca que, em países como Afeganistão, Iêmen e República Democrática do Congo, a taxa de crianças não vacinadas supera 50%. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que a cobertura para a BCG caiu de 96% em 2015 para 75% em 2023.
O impacto da pandemia de Covid-19
A pandemia de Covid-19 interrompeu campanhas de vacinação em mais de 100 países, segundo a OMS. O Unicef estima que 67 milhões de crianças perderam doses de vacinas entre 2020 e 2022. Embora a cobertura tenha se recuperado parcialmente, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, um número que não volta aos níveis pré-pandêmicos.
Doenças que voltam a ameaçar crianças não vacinadas
A falta de vacinação tem consequências diretas. Casos de sarampo aumentaram 79% em 2023, com 9 milhões de infecções e 136 mil mortes, segundo a OMS. A poliomielite, considerada erradicada na maior parte do mundo, ressurgiu em países como Paquistão e Afeganistão. O Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, e esse grupo fica vulnerável a doenças que podem ser prevenidas com custo baixo.
Regiões mais afetadas pela baixa cobertura vacinal
A África Subsaariana concentra mais da metade das crianças não vacinadas. Na Nigéria, 2,2 milhões de crianças não receberam nenhuma dose. Na Índia, 1,4 milhão. Na Etiópia, 900 mil. O relatório do Unicef mostra que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, e dessas, 10 milhões vivem em países de baixa renda.
O papel da desinformação
A desinformação sobre vacinas é um dos fatores que mais cresce. Estudos da OMS mostram que 52% dos pais em países de alta renda acreditam em pelo menos um mito sobre vacinação. No Brasil, uma pesquisa da Fiocruz apontou que 1 em cada 4 pais tem receio de efeitos colaterais. O Unicef reforça que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, e a falta de informação correta agrava o problema.
O que pode ser feito para reverter o cenário
Organizações como o Unicef e a OMS recomendam ações coordenadas: fortalecimento dos sistemas de saúde, campanhas de vacinação em massa, combate à desinformação e investimento em logística. O Brasil, por exemplo, retomou a vacinação contra a poliomielite em 2024, com meta de vacinar 95% das crianças. Dados oficiais indicam que, sem intervenção, o número de crianças não vacinadas pode continuar estagnado.
Perguntas Frequentes
Quantas crianças não receberam vacina no primeiro ano de vida?
Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2023.
Quais vacinas são mais afetadas pela baixa cobertura?
As vacinas contra sarampo, poliomielite, difteria, tétano e coqueluche (DTP) estão entre as mais afetadas, com cobertura global abaixo de 85%.
Por que a cobertura vacinal caiu?
Fatores como conflitos armados, deslocamentos, pandemia de Covid-19 e desinformação sobre vacinas contribuíram para a queda na cobertura.
O que o Unicef recomenda para reverter o cenário?
O Unicef recomenda fortalecer sistemas de saúde, realizar campanhas de vacinação em massa, combater a desinformação e investir em logística para alcançar crianças em áreas remotas.
Qual o impacto da falta de vacinação na saúde infantil?
A falta de vacinação aumenta o risco de surtos de doenças evitáveis, como sarampo e poliomielite, que podem causar mortes e sequelas permanentes.
Cobertura vacinal no Brasil em 2024 OMS e Unicef: metas de imunização global
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.