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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef relata que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O número indica estagnação global na imunização infantil, com retrocessos concentrados em países de baixa renda, comprometendo metas de cobertura vacinal e aumentando riscos de surtos de doenças evitáveis.

Relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O número representa estagnação global na imunização infantil, com retrocessos em países de baixa renda.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024.
  • O número representa estagnação global na imunização infantil, com retrocessos em países de baixa renda.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

A Unicef divulgou em abril de 2025 que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida durante 2024. O número integra o relatório "Estado Mundial da Infância 2025", que aponta estagnação na cobertura vacinal global.

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O dado faz parte do relatório 'Estado Mundial da Infância 2025' e representa estagnação na cobertura global, que se mantém em 84% para a tríplice viral (DTP3), abaixo dos 86% pré-pandemia.

O cenário global da vacinação infantil em 2024

A cobertura vacinal global para a terceira dose da DTP (difteria, tétano e coqueluche) estacionou em 84% em 2024, segundo a Unicef. Esse percentual representa 2 pontos percentuais abaixo do registrado em 2019, antes da pandemia de Covid-19.

Cerca de 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina DTP no primeiro ano de vida. Desses, 6,2 milhões vivem em países de baixa renda, com destaque para Índia, Nigéria, Etiópia, Indonésia e República Democrática do Congo.

Países com maior número de crianças não vacinadas

O relatório da Unicef lista os cinco países que concentram metade das crianças sem vacina:

  • Índia: 2,7 milhões
  • Nigéria: 2,1 milhões
  • Etiópia: 1,2 milhão
  • Indonésia: 1,1 milhão
  • República Democrática do Congo: 1,0 milhão

Esses dados indicam que a desigualdade regional é o principal fator associado à falta de imunização.

Causas da estagnação na cobertura vacinal

A Unicef aponta três causas principais para a estagnação. A primeira é a interrupção de serviços de saúde durante a pandemia, que afetou cadeias de suprimento e treinamento de profissionais. A segunda é o aumento de conflitos armados em regiões como Iêmen, Afeganistão e Ucrânia, que deslocam populações e dificultam o acesso a postos de vacinação. A terceira é a hesitação vacinal, que cresceu 15% entre 2020 e 2024 em países de média renda.

Impacto da pandemia de Covid-19

A pandemia de Covid-19 interrompeu campanhas de vacinação em 68 países entre 2020 e 2022. A Unicef estima que 67 milhões de crianças perderam doses de vacinas nesse período, com recuperação lenta em 2023 e 2024.

Consequências para a saúde infantil

A falta de vacinação expõe crianças a doenças evitáveis. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cobertura da DTP3 é um indicador-chave para a saúde infantil, pois previne doenças que matam cerca de 500 mil crianças por ano globalmente.

Doenças que poderiam ser evitadas

Entre as doenças preveníveis pelas vacinas básicas estão:

  • Difteria: causa obstrução das vias aéreas, com taxa de letalidade de 5% a 10% em crianças não tratadas
  • Tétano neonatal: mata 90% dos bebês infectados
  • Coqueluche: provoca tosse intensa e pode levar à pneumonia em lactentes

O papel da Unicef na imunização global

A Unicef é a maior compradora de vacinas do mundo, adquirindo 2,6 bilhões de doses anualmente para 100 países. A agência coordena campanhas de vacinação em regiões de conflito e fornece suporte técnico para governos.

Em 2024, a Unicef entregou 1,2 bilhão de doses de vacinas para países de baixa e média renda, com foco em DTP, sarampo e poliomielite.

Estratégias para reverter a estagnação

A Unicef recomenda três ações prioritárias:

  1. Fortalecer sistemas de saúde primária em áreas de conflito
  2. Investir em comunicação para reduzir hesitação vacinal
  3. Garantir financiamento sustentável para compra de vacinas

Vacinação infantil no Brasil

O Brasil registrou cobertura de 92% para a DTP3 em 2024, acima da média global, mas ainda abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. O país reduziu o número de crianças não vacinadas de 400 mil em 2022 para 280 mil em 2024.

cobertura vacinal infantil no Brasil 2025

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não recebem vacina no mundo?

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina DTP no primeiro ano de vida em 2024.

Qual a cobertura vacinal global atual?

A cobertura global para a terceira dose da DTP é de 84% em 2024, abaixo dos 86% registrados em 2019.

Quais países têm mais crianças não vacinadas?

Índia, Nigéria, Etiópia, Indonésia e República Democrática do Congo concentram metade das crianças sem vacina.

A pandemia de Covid-19 afetou a vacinação infantil?

Sim, a pandemia interrompeu campanhas em 68 países, deixando 67 milhões de crianças sem doses entre 2020 e 2022.

O que a Unicef faz para reverter esse quadro?

A Unicef compra 2,6 bilhões de doses anuais, coordena campanhas em conflitos e oferece suporte técnico a governos.

Como está a vacinação infantil no Brasil?

O Brasil tem cobertura de 92% para DTP3 em 2024, acima da média global, mas ainda abaixo da meta de 95%.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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