Prevencao

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

ResumoO Sistema Único de Saúde (SUS) adquiriu a tecnologia para produção nacional do dolutegravir, principal antirretroviral contra o HIV, em acordo com a farmacêutica ViiV Healthcare. A medida reduz custos e amplia o acesso ao tratamento no Brasil, fortalecendo a política de assistência farmacêutica pública.

O SUS adquiriu a tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antirretroviral contra o HIV, em acordo com a farmacêutica ViiV Healthcare. A medida visa reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento no Brasil.

Escrito por Sofia Marinho · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • O SUS adquiriu a tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antirretroviral contra o HIV, em acordo com a farmacêutica ViiV Healthcare.
  • A medida visa reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento no Brasil.
SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

O Ministério da Saúde anunciou que o SUS adquiriu a tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV, em um acordo com a farmacêutica ViiV Healthcare. A transferência tecnológica permite que o Brasil fabrique o antirretroviral localmente, reduzindo a dependência de importação e os custos do tratamento.

O dolutegravir é o medicamento de primeira linha no tratamento do HIV no Brasil, recomendado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde. A produção nacional deve ampliar o acesso e garantir a sustentabilidade do programa de DST/Aids, que atende cerca de 700 mil pessoas no país.

Como funciona o acordo de transferência tecnológica

O acordo de transferência tecnológica (ATT) entre o Ministério da Saúde e a ViiV Healthcare prevê que a farmacêutica repasse o conhecimento técnico para a produção do dolutegravir a um laboratório público brasileiro, como a Fiocruz ou o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos).

Etapas do processo

  1. Assinatura do acordo: firmado em junho de 2026, com prazo de cinco anos para a transferência completa.
  2. Capacitação técnica: profissionais brasileiros treinados pela ViiV Healthcare na produção do princípio ativo.
  3. Produção local: início da fabricação em laboratório público, com estimativa de redução de custos em até 40%.
  4. Distribuição: medicamento passa a ser distribuído pelo SUS a partir de 2027.

A transferência tecnológica é uma estratégia consolidada no Brasil. Em 2023, o país já havia firmado acordo semelhante para o tenofovir, outro antirretroviral.

Impactos na saúde pública brasileira

A produção local do dolutegravir reduz o custo anual do tratamento por paciente, atualmente estimado em R$ 2.500 pelo Ministério da Saúde. Com a transferência, o valor pode cair para R$ 1.500, liberando recursos para ampliar o programa de prevenção.

O Brasil é referência global no combate ao HIV. O programa de DST/Aids do SUS oferece tratamento gratuito desde 1996, com distribuição de antirretrovirais a todos os pacientes diagnosticados. A aquisição da tecnologia do dolutegravir fortalece a autossuficiência do país.

Benefícios diretos

  • Redução da dependência de importação de insumos farmacêuticos.
  • Garantia de abastecimento contínuo, sem riscos de desabastecimento global.
  • Estímulo à indústria farmacêutica nacional e à pesquisa em saúde.
  • Possibilidade de exportação do medicamento para outros países da América Latina, via UNITAID.

O dolutegravir e o tratamento do HIV

O dolutegravir é um inibidor da integrase, enzima essencial para a replicação do HIV. Ele é combinado com outros antirretrovirais, como o tenofovir e a lamivudina, em um comprimido único diário. A eficácia é alta, com supressão viral em mais de 90% dos pacientes.

O medicamento é recomendado como primeira linha pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. No Brasil, ele substituiu o efavirenz em 2017, por ter menos efeitos colaterais e maior barreira genética à resistência.

Desafios e perspectivas futuras

A transferência tecnológica enfrenta desafios, como a necessidade de investimento em infraestrutura e a garantia de que o laboratório público atinja padrões internacionais de qualidade. A Anvisa acompanhará o processo de registro do medicamento produzido nacionalmente.

Para o futuro, o Ministério da Saúde planeja expandir a produção local de outros antirretrovirais, como o bictegravir e o cabotegravir injetável SUS e produção de antirretrovirais. A meta é tornar o Brasil autossuficiente em 80% dos medicamentos para HIV até 2030.

Perguntas Frequentes

O que é o acordo de transferência tecnológica do dolutegravir?

É uma parceria entre o Ministério da Saúde e a ViiV Healthcare para que o Brasil produza o medicamento localmente, reduzindo custos e ampliando o acesso.

Quando o dolutegravir passará a ser produzido no Brasil?

A produção local deve começar em 2027, após a capacitação técnica e a adequação do laboratório público.

Quanto o SUS gasta com o tratamento do HIV?

O custo anual por paciente é de cerca de R$ 2.500, valor que pode cair para R$ 1.500 com a produção nacional.

O dolutegravir é seguro?

Sim. É um medicamento aprovado pela Anvisa e recomendado pela OMS, com alta eficácia e perfil de segurança favorável.

Quais outros medicamentos o Brasil produz para o HIV?

O Brasil já produz tenofovir e lamivudina localmente, fruto de acordos anteriores de transferência tecnológica.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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