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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida, conforme dado divulgado em 2025. O retrocesso na imunização infantil global afeta principalmente países de baixa renda. Causas incluem conflitos, desinformação e interrupção de serviços de saúde. Ações de recuperação envolvem campanhas de vacinação e fortalecimento de sistemas de saúde.

A Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. O dado, divulgado em 2025, revela um retrocesso na imunização infantil global. Entenda as causas, os países mais afetados e o que está sendo feito para reverter esse cenário.

Escrito por Henrique Pádua · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • A Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida.
  • O dado, divulgado em 2025, revela um retrocesso na imunização infantil global.
  • Entenda as causas, os países mais afetados e o que está sendo feito para reverter esse cenário.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

A Unicef revelou que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. O alerta, baseado em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), aponta que a cobertura vacinal global estagnou desde a pandemia de covid-19. As consequências são graves: aumento de surtos de doenças evitáveis, como sarampo e poliomielite.

13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. Esse número representa cerca de 1 em cada 5 crianças no mundo que não tiveram acesso a nenhuma dose de vacina em 2024. A meta global de 90% de cobertura para a tríplice viral (DTP3) não foi atingida, ficando em 84% (OMS, 2025). O Brasil, por exemplo, enfrenta desafios semelhantes, com coberturas vacinais em queda desde 2016.

Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida?

As causas são múltiplas e variam conforme a região. Em países como Afeganistão, Iêmen e República Democrática do Congo, conflitos armados impedem o acesso de equipes de saúde a áreas remotas. Em nações de renda média, como o Brasil, a desinformação sobre vacinas e a hesitação vacinal cresceram após a pandemia. A Unicef destaca que a interrupção de serviços essenciais de saúde durante a covid-19 foi um dos principais gatilhos para o aumento de crianças não vacinadas.

Conflitos e instabilidade política

Em zonas de guerra, a vacinação infantil é interrompida por ataques a unidades de saúde, deslocamento de famílias e falta de profissionais. A OMS registrou que, em 2024, 60% dos surtos de sarampo ocorreram em países afetados por conflitos.

Desinformação e hesitação vacinal

A disseminação de notícias falsas sobre vacinas, especialmente nas redes sociais, reduziu a confiança da população em imunizantes. No Brasil, a cobertura da vacina contra o sarampo caiu de 95% em 2016 para 71% em 2024.

Fragilidade dos sistemas de saúde

Países com sistemas de saúde frágeis, como os da África Subsaariana, têm dificuldade em manter cadeias de frio para vacinas e treinar profissionais. A Unicef estima que 25% dos postos de saúde em regiões rurais da África não têm acesso a eletricidade confiável.

Consequências da falta de vacinação no primeiro ano de vida

Quando 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o risco de surtos de doenças imunopreveníveis aumenta exponencialmente. O sarampo, por exemplo, pode causar complicações graves como pneumonia e encefalite. Em 2024, houve 320 mil casos de sarampo no mundo, um aumento de 20% em relação a 2023.

A poliomielite, considerada erradicada na maioria dos países, ainda circula no Afeganistão e Paquistão. Crianças não vacinadas são as principais vítimas da paralisia infantil. A OMS alerta que, se a cobertura vacinal não melhorar, o mundo pode ver o retorno da pólio em regiões livres da doença.

O que a Unicef e a OMS estão fazendo?

A Unicef lançou a campanha "The Big Catch-Up" para recuperar crianças que perderam vacinas durante a pandemia. A iniciativa prevê a vacinação de 67 milhões de crianças em 20 países até 2026. A OMS, por sua vez, reforça a importância de sistemas de vigilância epidemiológica e da comunicação com comunidades para combater a desinformação.

Como o Brasil pode contribuir?

O Brasil, que já foi referência em vacinação, precisa retomar altas coberturas. O Ministério da Saúde lançou o Movimento Nacional pela Vacinação em 2023, mas os resultados ainda são tímidos. A vacina contra a poliomielite, por exemplo, teve cobertura de apenas 77% em 2024.

Impacto econômico da baixa vacinação

Crianças não vacinadas geram custos maiores para o sistema de saúde. Um estudo da OMS estima que cada dólar investido em vacinação economiza até 44 dólares em tratamentos e perda de produtividade.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida?

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o que equivale a 1 em cada 5 crianças no mundo.

Quais são as principais causas da falta de vacinação infantil?

As principais causas incluem conflitos armados, desinformação sobre vacinas, fragilidade dos sistemas de saúde e interrupção de serviços durante a pandemia de covid-19.

Quais doenças são mais afetadas pela baixa vacinação?

Doenças como sarampo, poliomielite, coqueluche e difteria têm maior risco de surtos quando a cobertura vacinal cai.

O que está sendo feito para reverter essa situação?

A Unicef e a OMS lideram campanhas como "The Big Catch-Up" para vacinar 67 milhões de crianças até 2026.

Como a desinformação afeta a vacinação infantil?

A desinformação reduz a confiança da população em vacinas, levando a quedas na cobertura. No Brasil, a cobertura da vacina contra o sarampo caiu de 95% para 71% entre 2016 e 2024.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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