Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
A Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. O dado, divulgado em 2025, revela um retrocesso na imunização infantil global. Entenda as causas, os países mais afetados e o que está sendo feito para reverter esse cenário.
Resumo rápido
- A Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida.
- O dado, divulgado em 2025, revela um retrocesso na imunização infantil global.
- Entenda as causas, os países mais afetados e o que está sendo feito para reverter esse cenário.
A Unicef revelou que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. O alerta, baseado em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), aponta que a cobertura vacinal global estagnou desde a pandemia de covid-19. As consequências são graves: aumento de surtos de doenças evitáveis, como sarampo e poliomielite.
13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida. Esse número representa cerca de 1 em cada 5 crianças no mundo que não tiveram acesso a nenhuma dose de vacina em 2024. A meta global de 90% de cobertura para a tríplice viral (DTP3) não foi atingida, ficando em 84% (OMS, 2025). O Brasil, por exemplo, enfrenta desafios semelhantes, com coberturas vacinais em queda desde 2016.
Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida?
As causas são múltiplas e variam conforme a região. Em países como Afeganistão, Iêmen e República Democrática do Congo, conflitos armados impedem o acesso de equipes de saúde a áreas remotas. Em nações de renda média, como o Brasil, a desinformação sobre vacinas e a hesitação vacinal cresceram após a pandemia. A Unicef destaca que a interrupção de serviços essenciais de saúde durante a covid-19 foi um dos principais gatilhos para o aumento de crianças não vacinadas.
Conflitos e instabilidade política
Em zonas de guerra, a vacinação infantil é interrompida por ataques a unidades de saúde, deslocamento de famílias e falta de profissionais. A OMS registrou que, em 2024, 60% dos surtos de sarampo ocorreram em países afetados por conflitos.
Desinformação e hesitação vacinal
A disseminação de notícias falsas sobre vacinas, especialmente nas redes sociais, reduziu a confiança da população em imunizantes. No Brasil, a cobertura da vacina contra o sarampo caiu de 95% em 2016 para 71% em 2024.
Fragilidade dos sistemas de saúde
Países com sistemas de saúde frágeis, como os da África Subsaariana, têm dificuldade em manter cadeias de frio para vacinas e treinar profissionais. A Unicef estima que 25% dos postos de saúde em regiões rurais da África não têm acesso a eletricidade confiável.
Consequências da falta de vacinação no primeiro ano de vida
Quando 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o risco de surtos de doenças imunopreveníveis aumenta exponencialmente. O sarampo, por exemplo, pode causar complicações graves como pneumonia e encefalite. Em 2024, houve 320 mil casos de sarampo no mundo, um aumento de 20% em relação a 2023.
A poliomielite, considerada erradicada na maioria dos países, ainda circula no Afeganistão e Paquistão. Crianças não vacinadas são as principais vítimas da paralisia infantil. A OMS alerta que, se a cobertura vacinal não melhorar, o mundo pode ver o retorno da pólio em regiões livres da doença.
O que a Unicef e a OMS estão fazendo?
A Unicef lançou a campanha "The Big Catch-Up" para recuperar crianças que perderam vacinas durante a pandemia. A iniciativa prevê a vacinação de 67 milhões de crianças em 20 países até 2026. A OMS, por sua vez, reforça a importância de sistemas de vigilância epidemiológica e da comunicação com comunidades para combater a desinformação.
Como o Brasil pode contribuir?
O Brasil, que já foi referência em vacinação, precisa retomar altas coberturas. O Ministério da Saúde lançou o Movimento Nacional pela Vacinação em 2023, mas os resultados ainda são tímidos. A vacina contra a poliomielite, por exemplo, teve cobertura de apenas 77% em 2024.
Impacto econômico da baixa vacinação
Crianças não vacinadas geram custos maiores para o sistema de saúde. Um estudo da OMS estima que cada dólar investido em vacinação economiza até 44 dólares em tratamentos e perda de produtividade.
Perguntas Frequentes
Quantas crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida?
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, o que equivale a 1 em cada 5 crianças no mundo.
Quais são as principais causas da falta de vacinação infantil?
As principais causas incluem conflitos armados, desinformação sobre vacinas, fragilidade dos sistemas de saúde e interrupção de serviços durante a pandemia de covid-19.
Quais doenças são mais afetadas pela baixa vacinação?
Doenças como sarampo, poliomielite, coqueluche e difteria têm maior risco de surtos quando a cobertura vacinal cai.
O que está sendo feito para reverter essa situação?
A Unicef e a OMS lideram campanhas como "The Big Catch-Up" para vacinar 67 milhões de crianças até 2026.
Como a desinformação afeta a vacinação infantil?
A desinformação reduz a confiança da população em vacinas, levando a quedas na cobertura. No Brasil, a cobertura da vacina contra o sarampo caiu de 95% para 71% entre 2016 e 2024.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.