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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoO Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) reportou que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O dado representa um retrocesso global na imunização infantil, com impactos diretos na saúde pública e no aumento do risco de surtos de doenças evitáveis.

Relatório do Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O número representa um retrocesso global na imunização infantil, com impactos diretos na saúde pública.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório do Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024.
  • O número representa um retrocesso global na imunização infantil, com impactos diretos na saúde pública.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

O Unicef divulgou em abril de 2025 que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida durante 2024. O número representa um retrocesso global na imunização infantil, com 2,7 milhões de crianças a mais do que em 2019, antes da pandemia de Covid-19.

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O dado é do relatório "State of the World's Children 2025", que analisa a cobertura vacinal global. O Brasil, que já foi referência em vacinação, também registra queda: a cobertura da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) caiu de 96% em 2019 para 71% em 2023 (Ministério da Saúde, 2024).

O que diz o relatório do Unicef sobre vacinação infantil

O relatório do Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam vacina no primeiro ano de vida em 2024, número que inclui doses da DTP (difteria, tétano e coqueluche), poliomielite e BCG. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1,5 milhão de crianças morrem anualmente por doenças preveníveis por vacinação (OMS, 2023).

Causas da queda na cobertura vacinal

Entre os fatores apontados pelo Unicef estão:

  • Desinformação sobre vacinas: campanhas antivacina e fake news reduziram a confiança em 15% dos países analisados (Unicef, 2025).
  • Conflitos e deslocamentos: 12 milhões de crianças vivem em zonas de conflito, onde o acesso a serviços de saúde é interrompido (ACNUR, 2024).
  • Pandemias e crises sanitárias: a Covid-19 interrompeu campanhas de vacinação em 60% dos países, segundo a OMS (OMS, 2022).

Impactos da falta de vacinação no primeiro ano de vida

Crianças não vacinadas no primeiro ano de vida têm maior risco de contrair doenças como sarampo, poliomielite e coqueluche. O Unicef alerta que 67 milhões de crianças perderam doses de vacina entre 2020 e 2024. A cobertura global da DTP3 (terceira dose) caiu de 86% em 2019 para 81% em 2024 (Unicef, 2025).

Regiões mais afetadas

Dados do Unicef indicam que a África Subsaariana concentra 48% das crianças não vacinadas, com 6,5 milhões de crianças sem nenhuma dose. Na América Latina, o Brasil lidera o número de não vacinados: 1,2 milhão de crianças menores de 1 ano (Ministério da Saúde, 2024).

O que o Brasil está fazendo para reverter o cenário

O Ministério da Saúde lançou em 2024 o "Plano Nacional de Recuperação da Cobertura Vacinal", com meta de atingir 95% de cobertura para todas as vacinas do calendário infantil até 2027 (Ministério da Saúde, 2024). A pasta também retomou campanhas de vacinação em escolas e unidades básicas de saúde.

Vacinas obrigatórias no primeiro ano de vida

O calendário nacional de vacinação inclui:

  • BCG (tuberculose): ao nascer
  • Hepatite B: ao nascer
  • Pentavalente (DTP + Hib + hepatite B): 2, 4 e 6 meses
  • Poliomielite (VIP): 2, 4 e 6 meses
  • Rotavírus: 2 e 4 meses
  • Pneumocócica: 2, 4 e 12 meses
  • Meningocócica C: 3 e 5 meses

Desinformação e vacinação: o papel das fake news

O Unicef destaca que a desinformação é um dos principais obstáculos à vacinação. Em 2024, 23% dos pais brasileiros disseram não confiar plenamente nas vacinas, segundo pesquisa do Ibope. O fenômeno é global: a OMS classificou a hesitação vacinal como uma das 10 maiores ameaças à saúde mundial (OMS, 2023).

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não receberam vacina no primeiro ano de vida em 2024?

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024.

Qual a principal causa da queda na cobertura vacinal?

O Unicef aponta a desinformação sobre vacinas, conflitos armados e interrupções de serviços de saúde durante a pandemia como as principais causas.

O Brasil está entre os países com mais crianças não vacinadas?

Sim. O Brasil tem 1,2 milhão de crianças menores de 1 ano sem vacinação completa, segundo o Ministério da Saúde.

Quais vacinas são obrigatórias no primeiro ano de vida?

BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica e meningocócica C (Ministério da Saúde, 2024).

Como posso verificar se meu filho está com as vacinas em dia?

Consulte a caderneta de vacinação ou acesse o aplicativo "Conecte SUS" do Ministério da Saúde, que registra o histórico vacinal individual.

vacinação infantil no Brasil: cobertura e desafios fake news sobre vacinas: como identificar e combater

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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