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SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

ResumoA Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produção nacional do dolutegravir, principal antirretroviral contra o HIV no Brasil. O medicamento será distribuído pelo SUS, com fornecimento condicionado à liberação da Anvisa. A iniciativa reduz a dependência de importação e amplia o acesso ao tratamento no sistema público de saúde.

A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antiretroviral contra o HIV no Brasil. O medicamento será distribuído pelo SUS, e o fornecimento depende apenas da liberação da Anvisa.

Escrito por Sofia Marinho · Atualizado em 20 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antiretroviral contra o HIV no Brasil.
  • O medicamento será distribuído pelo SUS, e o fornecimento depende apenas da liberação da Anvisa.
SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio utilizado no tratamento do HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir. O medicamento é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e atualmente é usado por mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV no país.

O dolutegravir é um dos principais antiretrovirais em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, impedindo a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Como funciona a transferência de tecnologia para o SUS

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento do HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional. Esse processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Quando o remédio começa a ser distribuído

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metodologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.

Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública dessa forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.

Próxima etapa: combinação com lamivudina

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmanguinhos no ano que vem.

Recomendação da OMS e impacto no tratamento

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o dolutegravir como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar. A medida ampliou o acesso ao medicamento, que já é um dos pilares da terapia antiretroviral global.

A nacionalização da produção representa um avanço na autonomia do Brasil para fornecer o principal remédio contra o HIV. Com a produção local, o SUS reduz dependência externa e garante abastecimento contínuo para mais de 770 mil pacientes.

Perguntas Frequentes

O que é o dolutegravir?

É um antiretroviral que inibe a enzima integrase, impedindo a replicação do HIV. É considerado o principal medicamento para tratamento da infecção no Brasil e no mundo.

Quem vai produzir o dolutegravir no Brasil?

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), vinculado à Fiocruz, será o responsável pela produção nacional do medicamento.

Quando o remédio começa a ser distribuído pelo SUS?

O fornecimento depende apenas da liberação da Anvisa. Três lotes já foram fabricados e validados pelo instituto.

Quantas pessoas usam o dolutegravir no Brasil?

Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento atualmente.

O que muda com a transferência de tecnologia?

O Brasil passa a produzir localmente o principal antiretroviral, reduzindo dependência de importação e garantindo abastecimento contínuo ao SUS.

O acordo inclui outros medicamentos?

Sim. A próxima etapa prevê a produção do dolutegravir em combinação com lamivudina, com início esperado para o ano que vem.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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