Sinais do câncer colorretal: checagem rápida é essencial, aponta estudo
Um estudo do Hospital A. C. Camargo e da Nexus mostra que, apesar de 80% saberem que sangue nas fezes e mudança intestinal são graves, quase metade não busca ajuda médica com rapidez. O alerta é do líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais, Samuel Aguiar.
Resumo rápido
- Um estudo do Hospital A.
- C.
- Camargo e da Nexus mostra que, apesar de 80% saberem que sangue nas fezes e mudança intestinal são graves, quase metade não busca ajuda médica com rapidez.
Sangue nas fezes e mudança no ritmo intestinal por mais de um mês: esses dois sintomas, principais indicativos do câncer colorretal, não estão sendo levados a sério por boa parte dos brasileiros. Um levantamento do Hospital A. C. Camargo e da Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas, mostra que o conhecimento sobre a doença existe, mas a ação prática demora.
Os principais sinais do câncer colorretal incluem presença de sangue nas fezes e alteração no funcionamento do intestino por mais de um mês. Apesar de 80% dos brasileiros reconhecerem a gravidade desses sintomas, quase metade não procura atendimento médico com rapidez, segundo levantamento do Hospital A. C. Camargo e da Nexus.
Consciência alta, ação baixa
Oito em cada dez entrevistados declararam saber que esses dois sintomas podem ser graves. A pesquisa revela que 67% concordam que eles podem indicar a doença, enquanto 24% concordam muito com essa afirmação. Mesmo assim, quase metade não busca assistência médica com rapidez.
Dos 9% que já notaram sangue nas fezes, 59% procuraram atendimento imediato, mas 40% não tiveram essa reação. O dado sugere uma lacuna entre o reconhecimento do risco e a atitude preventiva.
Desconhecimento sobre exames preventivos
Dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar do exame "Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes" (PSO), principal recurso para identificar sinais da doença antes de sintomas evidentes. Apenas 11% já realizaram o exame, enquanto 21% conhecem o procedimento, mas nunca o fizeram.
O desconhecimento é maior entre os mais jovens, de 16 a 24 anos (85%), e também entre homens (76%), pessoas com menor renda (73%) e que estudaram apenas até o ensino fundamental (72%).
Incidência crescente e fatores de risco
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil para o triênio 2026-2028, o que o torna o segundo tumor com maior incidência entre os brasileiros. Esse tipo de câncer foi o mesmo que levou à morte da cantora Preta Gil, em julho do ano passado, após dois anos de tratamento.
O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, reforçou que, diante do aumento de casos, é importante não ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.
Diagnóstico precoce: a chave para a cura
Aguiar destacou que exames preventivos devem ser feitos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. "O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial", ressaltou.
Apenas 21% dos entrevistados conhecem alguém que já teve a doença, sendo 15% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido. Outros 75% disseram nunca ter tido contato com pacientes desse tipo de câncer, o que pode explicar parte da baixa adesão aos exames.
Perguntas Frequentes
Quais são os principais sintomas do câncer colorretal?
Sangue nas fezes, mudança no funcionamento do intestino por mais de um mês, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.
Com que idade devo começar a fazer exames preventivos?
A partir dos 45 anos, ou antes conforme orientação médica e histórico familiar, segundo o A. C. Camargo Cancer Center.
O que é o exame de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes?
É um exame simples que detecta sinais de sangramento no trato digestivo, podendo identificar a doença antes dos sintomas evidentes.
Quantos brasileiros já ouviram falar desse exame?
Apenas 33% dos entrevistados conhecem o PSO, sendo que só 11% já realizaram o procedimento.
O câncer colorretal tem cura?
Sim, quando diagnosticado precocemente, as taxas de cura são elevadas, de acordo com Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.