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Ministério da Saúde recomenda ampliar vacinação contra o sarampo em SP

ResumoO Ministério da Saúde recomendou ampliar a vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos em três municípios de São Paulo. A medida decorre da identificação de cadeia de transmissão do vírus relacionada à importação, visando conter surtos e proteger a população.

O Ministério da Saúde recomendou ampliar a oferta de vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos em três municípios de SP, após identificar cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 28 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • O Ministério da Saúde recomendou ampliar a oferta de vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos em três municípios de SP, após identificar cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus.
Ministério da Saúde recomenda ampliar vacinação contra o sarampo em SP

O Ministério da Saúde recomendou nesta terça-feira (28) que os municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo ampliem a oferta de vacinação contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade. A pasta orienta a adotar a medida durante a próxima Campanha de Multivacinação, prevista para o período de 3 de agosto e 1 de setembro.

A recomendação surge em meio a um surto ativo de sarampo no estado de São Paulo, com 11 casos confirmados. Segundo o Ministério da Saúde, até o momento, foram confirmados 14 casos de sarampo em 2026. Três registros identificados no início do ano já foram encerrados, sem risco de transmissão. Atualmente, há um surto ativo com 11 casos, sendo dois em São Bernardo do Campo e nove no município de São Paulo.

Por que a ampliação da vacinação contra o sarampo?

O Ministério da Saúde divulgou essa recomendação porque identificou um número de casos de sarampo que indica uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus. A pasta afirmou que está reforçando o abastecimento de vacinas para apoiar essa ação de resposta.

"As investigações epidemiológicas seguem em andamento e, até o momento, os casos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida. O surto foi identificado em uma região de intensa mobilidade populacional, com elevado fluxo internacional de viajantes e circulação frequente de pessoas provenientes de outros países, cenário que favorece a introdução esporádica do vírus", esclareceu o MS.

Esquema de vacinação: o que muda?

O esquema de vacinação contra o sarampo no Calendário Nacional de Vacinação prevê a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade, com uma segunda dose preferencialmente da tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e catapora) aos 15 meses. Mas quem tem até 59 anos e não recebeu a vacina nessa faixa etária deve procurar um posto de saúde para ser imunizado.

"Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses de idade, ampliando a proteção desse grupo, mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença", disse o MS.

Distribuição de vacinas em 2026

Em 2026, foram distribuídas mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola) aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.

Situação em São Paulo: o que diz a SES-SP

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), estado registrou 13 casos de sarampo em 2026, em bebês de até 1 ano e em adultos entre 20 e 50 anos. Por isso, desde junho, a SES-SP recomenda a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos mesmos municípios citados pelo Ministério da Saúde.

"Com o aumento dos casos, a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo. É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças, e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário", afirmou a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang.

Quem deve se vacinar?

A recomendação do Ministério da Saúde abrange todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade nos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo. O sarampo pode atingir diferentes faixas etárias, motivo pelo qual é importante manter a vacinação em dia. A imunização é a principal forma de prevenção e é também essencial para interromper a circulação do vírus.

Como saber se estou protegido?

Quem tiver dúvidas sobre a vacinação pode acessar o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/. A página reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação.

Perguntas Frequentes

Onde posso me vacinar contra o sarampo em SP?

A vacinação está disponível em postos de saúde dos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo, conforme recomendação do Ministério da Saúde durante a Campanha de Multivacinação.

Qual a diferença entre a dose zero e a dose de rotina?

A dose zero é aplicada em crianças de 6 a 11 meses em situações de circulação do vírus, para ampliar a proteção precoce. A dose de rotina, aos 12 meses, é a tríplice viral, seguida pela tetraviral aos 15 meses.

Quantos casos de sarampo foram confirmados em 2026?

Até o momento, foram confirmados 14 casos de sarampo em 2026, segundo o Ministério da Saúde. Três foram encerrados sem risco de transmissão, restando 11 casos ativos em surto.

A vacina contra o sarampo é segura?

Sim. Segundo o Ministério da Saúde e a SES-SP, a vacinação é a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo, e o portal Vacina 100 Dúvidas oferece respostas sobre eficácia e eventos adversos.

Quem não pode tomar a vacina?

A recomendação geral é para pessoas de 6 meses a 59 anos. Casos específicos de contraindicação devem ser avaliados por profissional de saúde em unidade de vacinação.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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