Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão: Datroway®
A Anvisa aprovou o Datroway® (datopotamabe deruxtecana) para pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático, com mutação EGFR, que já passaram por dois tratamentos anteriores. Entenda os detalhes.
Resumo rápido
- A Anvisa aprovou o Datroway® (datopotamabe deruxtecana) para pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático, com mutação EGFR, que já passaram por dois tratamentos anteriores.
- Entenda os detalhes.
Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão: o que se sabe sobre o Datroway®
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de um novo medicamento, o Datroway® (datopotamabe deruxtecana), para tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão. O registro do medicamento oncológico do laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda. foi publicado nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial da União.
A Anvisa aprovou o Datroway® (datopotamabe deruxtecana) para pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado ou metastático, com mutação EGFR, que já passaram por dois tratamentos anteriores e o tumor voltou a crescer. O registro foi publicado no Diário Oficial da União em 27 de julho de 2026.
Indicação do Datroway®: para quem o novo medicamento é indicado?
O medicamento oncológico é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), que se origina nos tecidos do pulmão e cujo tumor está em fase avançada (seja no próprio local do pulmão) ou em metástase (já espalhado para outros órgãos).
O produto farmacêutico passa a ser usado como uma "próxima tentativa" (linha posterior) em pacientes que já fizeram dois tratamentos anteriores e o câncer voltou a crescer.
O tumor precisa ter uma alteração genética específica chamada mutação do EGFR (um receptor na superfície da célula que estimula o crescimento do câncer).
Por que a mutação EGFR é importante?
A Anvisa explica que é importante a identificação das mutações ativadoras do EGFR, entre os pacientes com câncer pulmonar, pois permite que os médicos usem tratamentos "inteligentes" (terapias-alvo), desenhados sob medida para atacar a falha genética da célula tumoral.
Sem essa alteração genética específica, o Datroway® não é indicado. A análise molecular do tumor é, portanto, um passo obrigatório antes de considerar o uso.
Câncer de pulmão de não pequenas células: o que é?
O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e o câncer de pulmão de não pequenas células representa aproximadamente 85% dos casos.
O CPNPC se origina nos tecidos do pulmão e pode se apresentar em diferentes subtipos, como adenocarcinoma e carcinoma de células escamosas. A aprovação do Datroway® se concentra nos casos avançados ou metastáticos, quando o tumor já se espalhou além do local original.
Como o Datroway® age?
O Datroway® (datopotamabe deruxtecana) é um conjugado anticorpo-fármaco, uma classe de medicamentos que combina um anticorpo monoclonal com um quimioterápico. O anticorpo se liga a uma proteína específica na superfície das células tumorais, entregando o quimioterápico diretamente no local do câncer.
Essa abordagem busca maximizar o efeito sobre as células tumorais e minimizar danos aos tecidos saudáveis, embora efeitos colaterais ainda possam ocorrer.
Histórico do Datroway® no Brasil
Este medicamento já tinha registro da Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), irressecável (que não pode ser removido completamente por cirurgia) ou metastático (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).
A nova aprovação amplia o uso do Datroway® para o câncer de pulmão, mas mantém critérios rigorosos: apenas pacientes com mutação EGFR e que já falharam em duas linhas anteriores de tratamento.
Próximos passos para o paciente
Para ter acesso ao Datroway®, o paciente precisa:
- Ter diagnóstico confirmado de câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático
- Apresentar mutação EGFR identificada por teste molecular
- Já ter realizado dois tratamentos anteriores sem sucesso (com progressão da doença)
- Ter prescrição médica específica
A incorporação ao SUS ou planos de saúde ainda depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), respectivamente.
Perguntas Frequentes
O Datroway® cura o câncer de pulmão?
Não há informações na aprovação sobre cura. O medicamento é indicado como "próxima tentativa" em pacientes que já falharam em duas linhas anteriores, visando controlar o crescimento do tumor.
Quem pode prescrever o Datroway®?
Apenas médicos oncologistas, após confirmação da mutação EGFR e da falha dos tratamentos anteriores.
O Datroway® está disponível no SUS?
A aprovação da Anvisa é o primeiro passo. A incorporação ao SUS depende de avaliação da Conitec, que ainda não foi anunciada.
Quais os efeitos colaterais do Datroway®?
A fonte não detalha efeitos colaterais. Como todo quimioterápico, pode causar náuseas, fadiga, queda de cabelo e alterações sanguíneas, mas o perfil específico deve ser consultado na bula oficial.
O Datroway® substitui outros tratamentos?
Não. Ele é usado como linha posterior, após falha de duas terapias anteriores, e não como primeira opção.
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Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.