Prevencao

Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco em crianças

ResumoA Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que canetas emagrecedoras, como análogos de GLP-1, não são aprovadas para crianças e adolescentes sem indicação médica. O uso indevido pode causar efeitos graves, incluindo náuseas, vômitos, hipoglicemia e risco de transtornos alimentares. A SBP recomenda que pais e médicos evitem prescrição ou uso recreativo desses dispositivos em menores, priorizando reeducação alimentar e atividade física.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso de canetas emagrecedoras por crianças e adolescentes sem indicação médica. Entenda os riscos e as recomendações da entidade.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso de canetas emagrecedoras por crianças e adolescentes sem indicação médica.
  • Entenda os riscos e as recomendações da entidade.
Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco em crianças

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, por crianças e adolescentes. O comunicado destaca que o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos.

Segundo a SBP, entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula. A entidade também contraindica produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal", alertou a entidade. A nota reforça que esses medicamentos têm indicações específicas, como obesidade e diabetes tipo 2, e que, mesmo diante do diagnóstico, a prescrição não é automática.

A SBP recomenda substituir a expressão "canetas emagrecedoras" por "medicamentos para tratar a obesidade", por reconhecer a obesidade como doença crônica e evitar a banalização do tratamento. Os eventos adversos mais comuns são gastrointestinais e tendem a ocorrer durante o escalonamento da dose. Entre os potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.

A entidade alerta que esses medicamentos são contraindicados para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo, gestantes, lactantes e pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2. O relato de pancreatite prévia é contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada.

"A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização", destacou o documento.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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