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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoO relatório do Unicef e da OMS de 2025 revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O número representa uma crise global de imunização que ameaça décadas de progresso contra doenças evitáveis, exigindo ações urgentes para reverter o cenário.

Relatório do Unicef e da OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2025. O número reflete uma crise global de imunização que ameaça décadas de progresso contra doenças evitáveis.

Escrito por Henrique Pádua · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório do Unicef e da OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2025.
  • O número reflete uma crise global de imunização que ameaça décadas de progresso contra doenças evitáveis.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Dados do Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2025. O número representa um retrocesso na cobertura vacinal global, com impacto direto na prevenção de doenças como difteria, tétano, coqueluche e sarampo.

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam vacina no 1° ano de vida em 2025. O dado faz parte do relatório "Estado Mundial da Infância 2026", que monitora a imunização infantil em 195 países. A cobertura da vacina DTP3, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu para 81% em 2025, abaixo dos 86% registrados em 2019.

Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?

As causas são múltiplas e variam por região. Conflitos armados em países como Afeganistão, Iêmen e República Democrática do Congo interrompem campanhas de vacinação. A desinformação sobre vacinas, amplificada por redes sociais, reduz a adesão em comunidades com baixa confiança nos sistemas de saúde. Além disso, a pandemia de Covid-19 desviou recursos e profissionais, deixando lacunas na imunização de rotina.

O papel da OMS e do Unicef na imunização global

A OMS e o Unicef coordenam a Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite e o Programa Ampliado de Imunização. Em 2025, a OMS classificou a queda na cobertura vacinal como uma das dez ameaças à saúde global. O Unicef, por sua vez, distribuiu 2,5 bilhões de doses de vacinas em 2024, mas a logística em zonas de conflito continua sendo um desafio.

Doenças evitáveis que voltam a ameaçar crianças

A falta de vacinação no primeiro ano de vida expõe crianças a doenças que estavam sob controle. O sarampo, por exemplo, registrou 9 milhões de casos em 2025, com 136 mil mortes, a maioria em menores de 5 anos. A difteria e a coqueluche também apresentam surtos em países com baixa cobertura da DTP3.

Como a queda na imunização afeta o Brasil?

No Brasil, a cobertura vacinal infantil caiu de 95% em 2015 para 73% em 2024, segundo o Ministério da Saúde. O país enfrenta surtos de sarampo e poliomielite em regiões com baixa adesão. O Unicef alerta que o Brasil precisa retomar campanhas de busca ativa e combater a desinformação para evitar a reintrodução de doenças erradicadas.

O que está sendo feito para reverter o cenário?

A OMS e o Unicef lançaram em 2025 a campanha "The Big Catch-Up", com meta de vacinar 67 milhões de crianças não vacinadas ou parcialmente vacinadas até 2027. A iniciativa prioriza países com baixa cobertura e inclui ações de microplanejamento, treinamento de agentes de saúde e engajamento comunitário.

Estratégias para aumentar a cobertura vacinal

  • Microplanejamento: mapeamento de comunidades com baixa cobertura para ações direcionadas.
  • Vacinação em escolas: parcerias com ministérios da educação para imunizar crianças em idade escolar.
  • Combate à desinformação: campanhas em redes sociais com informações verificadas por especialistas.
  • Integração com serviços de saúde: vacinação durante consultas de puericultura e nutrição.

Desafios para alcançar as 13,5 milhões de crianças não vacinadas

Alcançar essas crianças exige superar barreiras logísticas, políticas e culturais. Em zonas de conflito, a vacinação depende de cessar-fogos e corredores humanitários. Em comunidades rurais remotas, a falta de transporte e de profissionais de saúde limita o acesso. A desconfiança em relação a vacinas, alimentada por teorias conspiratórias, exige abordagens de comunicação baseadas em evidências.

O impacto econômico da baixa vacinação

A OMS estima que cada dólar investido em vacinação infantil gera um retorno de 44 dólares em benefícios econômicos e sociais. A não vacinação, por outro lado, aumenta os custos com internações, tratamentos e perda de produtividade. Países com baixa cobertura vacinal gastam, em média, 2,5 vezes mais com saúde infantil do que aqueles com alta cobertura.

Como funciona o calendário vacinal infantil no Brasil em 2026

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não receberam vacina no primeiro ano de vida em 2025?

Segundo o Unicef e a OMS, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2025.

Quais são as principais vacinas que as crianças deixaram de tomar?

As vacinas com maior queda de cobertura são a DTP3 (contra difteria, tétano e coqueluche) e a primeira dose da vacina contra sarampo (MCV1). A cobertura da DTP3 caiu para 81% em 2025.

Por que a cobertura vacinal está caindo no mundo?

As causas incluem conflitos armados, desinformação sobre vacinas, fragilidade dos sistemas de saúde pós-pandemia e falta de acesso em áreas remotas.

O que o Unicef está fazendo para reverter essa situação?

O Unicef, em parceria com a OMS, lançou a campanha "The Big Catch-Up" para vacinar 67 milhões de crianças não vacinadas ou parcialmente vacinadas até 2027.

Como a baixa vacinação afeta a saúde global?

A queda na imunização aumenta o risco de surtos de doenças evitáveis, como sarampo, difteria e poliomielite, que podem se espalhar rapidamente entre populações não vacinadas.

O Brasil está entre os países com baixa cobertura vacinal?

Sim. A cobertura vacinal infantil no Brasil caiu de 95% em 2015 para 73% em 2024, segundo o Ministério da Saúde. O país enfrenta surtos de sarampo em regiões com baixa adesão.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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