Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, o maior número em décadas. Especialistas apontam falhas em sistemas de saúde e desinformação como causas.
Resumo rápido
- Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, o maior número em décadas.
- Especialistas apontam falhas em sistemas de saúde e desinformação como causas.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou em 2025 um relatório alarmante: 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. Esse é o maior número desde 2008. A cobertura global de vacinas caiu de 86% em 2019 para 81% em 2023, deixando uma geração exposta a doenças como sarampo, poliomielite e difteria.
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, o maior número registrado desde 2008. O relatório, divulgado em 2025, aponta que a cobertura vacinal global caiu de 86% em 2019 para 81% em 2023, deixando milhões vulneráveis a doenças evitáveis.
O alerta da Unicef sobre cobertura vacinal
A Unicef, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), monitora a imunização infantil globalmente. O relatório "State of the World's Children 2025" traz dados de 195 países. A queda na cobertura vacinal é atribuída a interrupções nos serviços de saúde durante a pandemia de Covid-19, conflitos armados e aumento da desinformação sobre vacinas.
"Estamos diante de uma emergência de saúde infantil", afirmou Catherine Russell, diretora executiva da Unicef, em comunicado oficial. "Essas 13,5 milhões de crianças estão invisíveis para os sistemas de saúde e correm risco de morte ou sequelas permanentes."
Causas da queda na imunização infantil
A interrupção de serviços de saúde durante a pandemia de Covid-19 foi um dos principais fatores. Em 2020, a cobertura vacinal global despencou para 76%, o menor nível desde 2008. Embora tenha se recuperado parcialmente para 81% em 2023, ainda está longe da meta de 90% estabelecida pela OMS.
Conflitos armados em países como Afeganistão, Iêmen e Ucrânia dificultam o acesso a vacinas. Em 2023, cerca de 10 milhões de crianças viviam em zonas de conflito sem acesso a serviços básicos de saúde.
A desinformação sobre vacinas, amplificada por redes sociais, também mina a confiança das famílias. Em países como Brasil, Estados Unidos e Índia, movimentos antivacina ganharam força, reduzindo a adesão a campanhas de imunização.
Consequências para a saúde global
A falta de vacinação expõe crianças a doenças evitáveis. O sarampo, por exemplo, teve um aumento de 79% nos casos globais em 2023, com 9 milhões de infectados e 136 mil mortes. A poliomielite, considerada erradicada em grande parte do mundo, voltou a circular em países como Paquistão e Afeganistão.
A difteria e a coqueluche também registraram surtos em regiões com baixa cobertura vacinal. Na África Subsaariana, a mortalidade infantil por doenças preveníveis por vacina é 20 vezes maior que na Europa.
Países mais afetados
Os 13,5 milhões de crianças não vacinadas estão concentrados em 20 países, que respondem por 75% do total. A Índia lidera, com 2,7 milhões de crianças sem nenhuma dose de vacina. Nigéria (2,1 milhões), República Democrática do Congo (1,2 milhão), Etiópia (900 mil) e Paquistão (800 mil) completam a lista.
No Brasil, o número de crianças não vacinadas no primeiro ano de vida caiu de 500 mil em 2022 para 400 mil em 2023, mas ainda está acima da meta do Ministério da Saúde.
O que está sendo feito
A Unicef e a OMS lançaram em 2024 a campanha "The Big Catch-Up", com objetivo de vacinar 67 milhões de crianças que perderam doses durante a pandemia. Até maio de 2025, 12 milhões já haviam sido alcançadas.
Governos de países como Brasil, Índia e Indonésia reforçaram programas de vacinação escolar e domiciliar. O Brasil, por exemplo, retomou a obrigatoriedade da caderneta de vacinação para matrícula escolar em 2023.
Como proteger seu filho
Para garantir que seu filho receba todas as vacinas no primeiro ano de vida, siga o calendário vacinal do Ministério da Saúde: BCG (ao nascer), Hepatite B (ao nascer), Pentavalente (2, 4 e 6 meses), VIP (2, 4 e 6 meses), Pneumocócica 10 (2 e 4 meses) e Tríplice Viral (12 meses).
Consulte um posto de saúde regularmente. Em caso de dúvidas sobre vacinas, busque informações em canais oficiais como o site da Unicef ou do Ministério da Saúde. Não compartilhe notícias falsas sobre imunização.
Perguntas Frequentes
Quantas crianças não receberam vacina no primeiro ano de vida?
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2023, o maior número desde 2008.
Qual a cobertura vacinal global atual?
A cobertura global de vacinas caiu de 86% em 2019 para 81% em 2023, segundo a OMS.
Quais países têm mais crianças não vacinadas?
Índia (2,7 milhões), Nigéria (2,1 milhões) e República Democrática do Congo (1,2 milhão) lideram o ranking de crianças sem nenhuma dose de vacina.
Como a pandemia afetou a vacinação infantil?
A pandemia de Covid-19 causou a maior interrupção de serviços de saúde em décadas, reduzindo a cobertura vacinal global para 76% em 2020.
O que a Unicef está fazendo para reverter esse cenário?
A Unicef e a OMS lançaram a campanha "The Big Catch-Up", que já vacinou 12 milhões de crianças desde 2024.
Como saber se meu filho está com as vacinas em dia?
Consulte a caderneta de vacinação da criança e leve-a a um posto de saúde para verificação. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todas as vacinas do calendário infantil gratuitamente.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.