Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O dado acende alerta sobre retrocesso na cobertura vacinal global e riscos de surtos de doenças evitáveis.
Resumo rápido
- Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida.
- O dado acende alerta sobre retrocesso na cobertura vacinal global e riscos de surtos de doenças evitáveis.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Segundo relatório da Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O número representa um retrocesso na cobertura vacinal global, com impactos diretos na saúde infantil e risco de surtos de doenças como sarampo e poliomielite.
O que diz o relatório da Unicef sobre vacinação infantil
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou em 2025 um relatório que aponta estagnação e retrocesso nas taxas de imunização infantil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) corroboram o cenário: a cobertura vacinal global caiu para níveis não vistos desde 2008. A Unicef estima que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, um aumento de 2 milhões em relação a 2019.
Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?
As causas são múltiplas. Conflitos armados, deslocamentos forçados e crises humanitárias interrompem campanhas de vacinação em países como Afeganistão, Iêmen e República Democrática do Congo. A desinformação sobre vacinas, amplificada por redes sociais, reduz a adesão em países de renda média e alta. A pandemia de Covid-19 sobrecarregou sistemas de saúde, desviando recursos e profissionais da imunização de rotina. A Unicef aponta que, em 2023, 67 milhões de crianças perderam uma ou mais doses de vacinas essenciais.
Impactos na saúde global: doenças evitáveis voltam a circular
A queda na cobertura vacinal já produz consequências mensuráveis. Surtos de sarampo, doença que exige alta taxa de imunização para controle, aumentaram 79% em 2023 comparado a 2022, segundo a OMS. A poliomielite, considerada erradicada na maior parte do mundo, ressurgiu em países como Paquistão e Afeganistão. A Unicef alerta que, sem intervenção imediata, outras doenças como difteria e coqueluche podem retornar.
Quais vacinas são mais afetadas?
O relatório destaca que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) teve a maior queda de cobertura. A primeira dose, recomendada aos 12 meses, caiu de 86% em 2019 para 83% em 2023. A vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3) também registrou retrocesso: de 86% para 84% no mesmo período. A Unicef estima que 25 milhões de crianças não receberam a terceira dose da DTP, necessária para proteção completa.
O papel do Brasil no cenário global
O Brasil, que já foi referência em vacinação, também enfrenta desafios. A cobertura da vacina BCG, aplicada ao nascer, caiu de 96% em 2015 para 75% em 2023. A poliomielite, erradicada no país desde 1994, viu a cobertura da vacina oral (VOP) cair abaixo de 80% em 2023, segundo o Ministério da Saúde. O país registrou 1,5 milhão de crianças sem nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2023, segundo estimativas da Unicef. vacinação infantil Brasil 2024
Como reverter o retrocesso na imunização?
A Unicef propõe um pacote de medidas. Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, com agentes comunitários treinados para busca ativa de crianças não vacinadas. Campanhas de conscientização pública, especialmente em comunidades com baixa adesão. Parcerias com líderes religiosos e comunitários para combater a desinformação. Investimento em cadeias de frio para armazenamento de vacinas em regiões remotas. A OMS estima que, para alcançar a meta de 90% de cobertura global, seriam necessários US$ 2,5 bilhões adicionais por ano.
Perguntas Frequentes
Quantas crianças no mundo não receberam vacina no primeiro ano de vida?
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2023.
Quais são as principais causas da falta de vacinação infantil?
Conflitos armados, deslocamentos forçados, desinformação sobre vacinas e sobrecarga dos sistemas de saúde após a pandemia de Covid-19.
Quais doenças estão voltando devido à baixa vacinação?
Sarampo, poliomielite, difteria e coqueluche registram aumento de casos em várias regiões do mundo.
Como está a vacinação infantil no Brasil?
O Brasil registrou queda na cobertura de vacinas como BCG e poliomielite, com 1,5 milhão de crianças sem nenhuma dose no primeiro ano de vida em 2023.
O que a Unicef recomenda para melhorar a vacinação?
Fortalecimento da atenção primária, campanhas de conscientização, parcerias comunitárias e investimento em infraestrutura de imunização.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.