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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef revela que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado global expõe falhas na cobertura vacinal e alerta para risco de surtos de doenças evitáveis, como sarampo e poliomielite.

Dados da Unicef revelam que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número reflete falhas na cobertura vacinal global e acende alerta para surtos de doenças evitáveis.

Escrito por Henrique Pádua · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Dados da Unicef revelam que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida.
  • O número reflete falhas na cobertura vacinal global e acende alerta para surtos de doenças evitáveis.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

A Unicef divulgou que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O número representa um retrocesso na imunização global, com impactos diretos na saúde infantil e no risco de surtos de doenças evitáveis.

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O dado faz parte do relatório 'Estado Mundial da Infância 2024' e aponta que a cobertura vacinal global estagnou, deixando milhões de crianças vulneráveis a doenças como sarampo, poliomielite e difteria.

O alerta da Unicef sobre a vacinação infantil

A Unicef, em seu relatório mais recente, destaca que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número representa uma estagnação preocupante. Em 2022, 20,5 milhões de crianças haviam perdido pelo menos uma dose da DTP (tríplice bacteriana). Agora, o foco está nos bebês que sequer iniciaram o calendário.

A cobertura global da DTP3, que mede a conclusão do esquema básico, ficou em 84% em 2023. A meta da OMS é de 90% para evitar surtos. A diferença de 6 pontos percentuais significa milhões de crianças expostas.

Causas da queda na cobertura vacinal

A estagnação tem múltiplas causas. Conflitos armados, deslocamentos populacionais e crises humanitárias interrompem campanhas. A desinformação sobre vacinas também pesa. A Unicef aponta que, em países de baixa renda, uma em cada cinco crianças não recebe nenhuma dose.

  • Conflitos e instabilidade: regiões como Iêmen, Afeganistão e partes da África Subsaariana têm cobertura abaixo de 50%.
  • Desinformação: boatos sobre efeitos colaterais reduziram a adesão em países como Filipinas e Nigéria.
  • Sistemas de saúde frágeis: falta de agentes comunitários, geladeiras para vacinas e registros confiáveis.

Consequências da falta de vacinação no primeiro ano

Crianças não vacinadas no primeiro ano têm risco elevado de contrair doenças graves. O sarampo, por exemplo, matou 136 mil pessoas em 2022, a maioria crianças menores de 5 anos. A poliomielite, considerada erradicada em grande parte do mundo, voltou a circular em países como Afeganistão e Paquistão.

A Unicef alerta que, sem ação coordenada, o número de crianças não vacinadas pode crescer. O organismo internacional recomenda que governos priorizem a atenção primária e invistam em campanhas de busca ativa cobertura vacinal no Brasil.

Doenças que voltam com a baixa cobertura

  • Sarampo: altamente contagioso, uma pessoa infectada contamina até 18 outras.
  • Poliomielite: causa paralisia irreversível em uma a cada 200 infecções.
  • Difteria: forma placas na garganta que podem sufocar.
  • Coqueluche: tosse intensa que leva à pneumonia em bebês.

O papel do Brasil na vacinação infantil

O Brasil, que já foi referência mundial em vacinação, viu a cobertura cair. A vacina BCG, aplicada ao nascer, atingiu 75% em 2023, abaixo dos 95% recomendados. A poliomielite, que protege contra paralisia, ficou em 77%. O país não registra casos de sarampo desde 2020, mas o risco de reintrodução existe.

A Unicef recomenda que o Brasil retome as campanhas de multivacinação e fortaleça o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A cobertura ideal para a tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) é de 95%.

O que fazer para reverter o quadro

  • Governos: criar estratégias de busca ativa de crianças não vacinadas.
  • Profissionais de saúde: atualizar cadernetas e orientar famílias.
  • Pais e responsáveis: manter o calendário vacinal em dia.
  • Sociedade: combater a desinformação com dados oficiais.

Perguntas Frequentes

Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina?

A Unicef aponta conflitos, deslocamentos, desinformação e sistemas de saúde frágeis como principais causas.

Qual vacina é mais importante no primeiro ano de vida?

A BCG (contra tuberculose) e a primeira dose da DTP (tríplice bacteriana) são as prioridades, seguidas da poliomielite e da hepatite B.

O Brasil está entre os países com baixa cobertura?

Sim. O Brasil reduziu a cobertura da BCG e da poliomielite nos últimos anos, ficando abaixo da meta de 95%.

Como saber se meu filho está com as vacinas em dia?

Consulte a caderneta de vacinação ou procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atualização.

A vacina tem efeitos colaterais?

Reações leves, como febre baixa e dor no local, são comuns. Eventos graves são extremamente raros, segundo a OMS.

O que a Unicef recomenda para reverter o quadro?

Investir em atenção primária, campanhas de busca ativa e combate à desinformação.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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