Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Dados da Unicef revelam que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número reflete falhas na cobertura vacinal global e acende alerta para surtos de doenças evitáveis.
Resumo rápido
- Dados da Unicef revelam que 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida.
- O número reflete falhas na cobertura vacinal global e acende alerta para surtos de doenças evitáveis.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
A Unicef divulgou que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O número representa um retrocesso na imunização global, com impactos diretos na saúde infantil e no risco de surtos de doenças evitáveis.
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O dado faz parte do relatório 'Estado Mundial da Infância 2024' e aponta que a cobertura vacinal global estagnou, deixando milhões de crianças vulneráveis a doenças como sarampo, poliomielite e difteria.
O alerta da Unicef sobre a vacinação infantil
A Unicef, em seu relatório mais recente, destaca que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número representa uma estagnação preocupante. Em 2022, 20,5 milhões de crianças haviam perdido pelo menos uma dose da DTP (tríplice bacteriana). Agora, o foco está nos bebês que sequer iniciaram o calendário.
A cobertura global da DTP3, que mede a conclusão do esquema básico, ficou em 84% em 2023. A meta da OMS é de 90% para evitar surtos. A diferença de 6 pontos percentuais significa milhões de crianças expostas.
Causas da queda na cobertura vacinal
A estagnação tem múltiplas causas. Conflitos armados, deslocamentos populacionais e crises humanitárias interrompem campanhas. A desinformação sobre vacinas também pesa. A Unicef aponta que, em países de baixa renda, uma em cada cinco crianças não recebe nenhuma dose.
- Conflitos e instabilidade: regiões como Iêmen, Afeganistão e partes da África Subsaariana têm cobertura abaixo de 50%.
- Desinformação: boatos sobre efeitos colaterais reduziram a adesão em países como Filipinas e Nigéria.
- Sistemas de saúde frágeis: falta de agentes comunitários, geladeiras para vacinas e registros confiáveis.
Consequências da falta de vacinação no primeiro ano
Crianças não vacinadas no primeiro ano têm risco elevado de contrair doenças graves. O sarampo, por exemplo, matou 136 mil pessoas em 2022, a maioria crianças menores de 5 anos. A poliomielite, considerada erradicada em grande parte do mundo, voltou a circular em países como Afeganistão e Paquistão.
A Unicef alerta que, sem ação coordenada, o número de crianças não vacinadas pode crescer. O organismo internacional recomenda que governos priorizem a atenção primária e invistam em campanhas de busca ativa cobertura vacinal no Brasil.
Doenças que voltam com a baixa cobertura
- Sarampo: altamente contagioso, uma pessoa infectada contamina até 18 outras.
- Poliomielite: causa paralisia irreversível em uma a cada 200 infecções.
- Difteria: forma placas na garganta que podem sufocar.
- Coqueluche: tosse intensa que leva à pneumonia em bebês.
O papel do Brasil na vacinação infantil
O Brasil, que já foi referência mundial em vacinação, viu a cobertura cair. A vacina BCG, aplicada ao nascer, atingiu 75% em 2023, abaixo dos 95% recomendados. A poliomielite, que protege contra paralisia, ficou em 77%. O país não registra casos de sarampo desde 2020, mas o risco de reintrodução existe.
A Unicef recomenda que o Brasil retome as campanhas de multivacinação e fortaleça o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A cobertura ideal para a tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) é de 95%.
O que fazer para reverter o quadro
- Governos: criar estratégias de busca ativa de crianças não vacinadas.
- Profissionais de saúde: atualizar cadernetas e orientar famílias.
- Pais e responsáveis: manter o calendário vacinal em dia.
- Sociedade: combater a desinformação com dados oficiais.
Perguntas Frequentes
Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina?
A Unicef aponta conflitos, deslocamentos, desinformação e sistemas de saúde frágeis como principais causas.
Qual vacina é mais importante no primeiro ano de vida?
A BCG (contra tuberculose) e a primeira dose da DTP (tríplice bacteriana) são as prioridades, seguidas da poliomielite e da hepatite B.
O Brasil está entre os países com baixa cobertura?
Sim. O Brasil reduziu a cobertura da BCG e da poliomielite nos últimos anos, ficando abaixo da meta de 95%.
Como saber se meu filho está com as vacinas em dia?
Consulte a caderneta de vacinação ou procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atualização.
A vacina tem efeitos colaterais?
Reações leves, como febre baixa e dor no local, são comuns. Eventos graves são extremamente raros, segundo a OMS.
O que a Unicef recomenda para reverter o quadro?
Investir em atenção primária, campanhas de busca ativa e combate à desinformação.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.