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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoUnicef e OMS relataram que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2025, o maior número desde 2010. O Brasil registrou queda na cobertura vacinal, contribuindo para o cenário global de estagnação na imunização infantil.

Relatório da Unicef e OMS aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2025, maior número desde 2010. Brasil registra queda na cobertura vacinal.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef e OMS aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2025, maior número desde 2010.
  • Brasil registra queda na cobertura vacinal.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Em 2025, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, segundo relatório da Unicef e da OMS. O número representa o maior contingente desde 2010 e evidencia retrocesso na cobertura vacinal global, com destaque para países da África e Ásia.

Os dados do relatório da Unicef

O levantamento conjunto da Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que, em 2025, 13,5 milhões de crianças não tiveram acesso a nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número é 20% maior que o registrado em 2019, antes da pandemia de Covid-19.

Cerca de 60% dessas crianças vivem em países de baixa renda, onde os sistemas de saúde são frágeis. Nigéria, Índia, Etiópia, Indonésia e República Democrática do Congo concentram metade dos casos.

Diferenças regionais

Na África Subsaariana, a taxa de vacinação para a DTP3 (tríplice bacteriana) caiu de 78% em 2019 para 72% em 2025. Na Ásia Meridional, o índice passou de 85% para 80% no mesmo período. O Brasil, por outro lado, manteve a cobertura acima de 90% para a DTP3, mas ainda abaixo da meta de 95% recomendada pela OMS.

Causas do retrocesso vacinal

A interrupção de serviços essenciais durante a pandemia de Covid-19 é a principal causa apontada pelas organizações. O relatório da Unicef destaca que, em 2020 e 2021, cerca de 30 milhões de crianças perderam doses de vacinas.

Outros fatores incluem conflitos armados, deslocamentos populacionais e desinformação sobre vacinas. A OMS estima que, em 2025, 25 países registraram surtos de sarampo, doença prevenível por vacina.

Impacto da desinformação

A hesitação vacinal cresceu em países de alta renda, como Estados Unidos e França, onde a cobertura da vacina contra o sarampo caiu para abaixo de 90% em algumas regiões. No Brasil, a taxa de vacinação contra o sarampo ficou em 87% em 2025, abaixo dos 95% necessários para eliminar a doença.

Consequências para a saúde global

A falta de vacinação expõe crianças a doenças que podem ser fatais. A OMS estima que, em 2025, 2,5 milhões de crianças menores de 5 anos morreram de doenças preveníveis por vacina, como sarampo, coqueluche e difteria. Esse número é 15% maior que o de 2019.

O sarampo é um dos indicadores mais sensíveis: em 2025, houve 350 mil casos confirmados globalmente, contra 200 mil em 2019. A doença pode causar cegueira, encefalite e morte.

O caso brasileiro

No Brasil, a cobertura vacinal infantil para a DTP3 caiu de 96% em 2019 para 88% em 2025. O país não atingiu a meta de 95% para nenhuma das vacinas do calendário básico. O Ministério da Saúde atribui a queda à desinformação e à redução de equipes de saúde.

O que a Unicef recomenda

A Unicef e a OMS propõem um plano de ação com três eixos: fortalecimento dos sistemas de saúde, combate à desinformação e investimento em logística vacinal. O custo estimado para recuperar a cobertura global é de US$ 10 bilhões ao ano.

Medidas prioritárias

  • Reforçar a atenção primária à saúde, com agentes comunitários treinados
  • Campanhas de vacinação em escolas e comunidades remotas
  • Monitoramento de surtos e resposta rápida
  • Educação pública sobre segurança e eficácia das vacinas

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não receberam vacina no primeiro ano de vida em 2025?

13,5 milhões de crianças, segundo relatório da Unicef e OMS.

Quais são as principais causas?

Interrupção de serviços de saúde durante a pandemia, conflitos, deslocamentos e desinformação sobre vacinas.

Qual o impacto no Brasil?

A cobertura vacinal para DTP3 caiu de 96% em 2019 para 88% em 2025, segundo o IBGE.

Quantas crianças morreram por doenças preveníveis em 2025?

2,5 milhões de crianças menores de 5 anos, segundo a OMS.

O que pode ser feito?

Fortalecer sistemas de saúde, combater desinformação e investir US$ 10 bilhões ao ano na recuperação vacinal.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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