Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
Relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, um retrocesso na imunização infantil que preocupa autoridades de saúde.
Resumo rápido
- Relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, um retrocesso na imunização infantil que preocupa autoridades de saúde.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou em 2024 que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, um número que cresceu 2,3 milhões em relação a 2019, antes da pandemia de Covid-19. Esse dado, baseado em relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), revela um retrocesso na imunização infantil global.
Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, em dados globais. O número representa um aumento de 2,3 milhões em relação a 2019, antes da pandemia. A maioria dessas crianças vive em países de baixa e média renda, com acesso limitado a serviços básicos de saúde.
O retrocesso na imunização infantil global
A cobertura vacinal infantil caiu para o menor nível em 30 anos, de acordo com a OMS. Dados de 2023 mostram que 20,5 milhões de crianças não receberam uma ou mais doses da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche), um indicador-chave de acesso à imunização. A Unicef destaca que, dessas, 13,5 milhões nunca haviam recebido uma dose, as chamadas crianças "zero-dose".
Brasil: queda na cobertura vacinal
No Brasil, o cenário também preocupa. Dados do Ministério da Saúde apontam que a cobertura da vacina pentavalente (que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b) caiu de 96,5% em 2015 para 77,5% em 2022. Esse declínio é atribuído a fatores como desinformação sobre vacinas, cortes orçamentários e dificuldades logísticas em áreas remotas.
Causas do aumento de crianças não vacinadas
A Unicef aponta três causas principais para o aumento de crianças não vacinadas:
- Conflitos e crises humanitárias: regiões como Afeganistão, Iêmen e Ucrânia têm sistemas de saúde colapsados, dificultando o acesso a vacinas.
- Desigualdade de acesso: crianças em comunidades rurais ou de baixa renda têm menos acesso a serviços de saúde básicos. Segundo a OMS, 70% das crianças "zero-dose" vivem em países de baixa e média renda.
- Desinformação sobre vacinas: movimentos antivacina e notícias falsas reduziram a confiança em imunizantes, especialmente durante a pandemia.
Impacto na mortalidade infantil
A falta de vacinação tem consequências diretas. A OMS estima que 1,5 milhão de crianças menores de 5 anos morrem anualmente por doenças que poderiam ser prevenidas com vacinas, como sarampo, coqueluche e tétano neonatal. O sarampo, por exemplo, teve um aumento de 79% nos casos globais em 2023, comparado a 2022, com 9 milhões de infecções registradas.
Como reverter o cenário: ações da Unicef e governos
A Unicef lançou em 2024 a campanha "The Big Catch-Up", em parceria com a OMS, para recuperar a cobertura vacinal perdida. A iniciativa foca em:
- Fortalecer sistemas de saúde em países com baixa cobertura.
- Treinar agentes comunitários para levar vacinas a áreas remotas.
- Combater a desinformação com campanhas de educação em saúde.
No Brasil, o Ministério da Saúde retomou em 2023 o Programa Nacional de Imunizações (PNI) com ações de busca ativa de crianças não vacinadas. Dados preliminares de 2024 indicam aumento de 5% na cobertura da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) vacinação infantil no Brasil.
Perguntas Frequentes
Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida?
Segundo a Unicef, a principal causa é a desigualdade de acesso a serviços de saúde, agravada por conflitos, pobreza e desinformação. Crianças em países de baixa renda têm 3 vezes menos chances de serem vacinadas.
Quais são as vacinas mais importantes no primeiro ano de vida?
A OMS recomenda vacinas contra tuberculose (BCG), hepatite B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola e rotavírus. A falta de qualquer uma delas aumenta o risco de doenças graves.
Como a pandemia de Covid-19 afetou a vacinação infantil?
A pandemia interrompeu serviços de rotina em 2020-2021, com fechamento de postos de saúde e medo de contágio. A Unicef estima que 67 milhões de crianças perderam doses de vacinas nesse período.
O que é uma criança "zero-dose"?
É uma criança que nunca recebeu nenhuma dose de vacina, mesmo as mais básicas. Em 2023, eram 13,5 milhões no mundo, segundo a Unicef e a OMS.
Como posso verificar se meu filho está com as vacinas em dia?
No Brasil, o Cartão Nacional de Vacinação está disponível no aplicativo ConecteSUS. Procure uma Unidade Básica de Saúde para atualizar o calendário.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.