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Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoO relatório da Unicef e OMS sobre imunização infantil revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. A interrupção de uma década de avanços na imunização infantil expõe milhões de crianças a doenças evitáveis, representando um retrocesso crítico na saúde pública global.

Relatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, interrompendo uma década de avanços na imunização infantil e expondo milhões a doenças evitáveis.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, interrompendo uma década de avanços na imunização infantil e expondo milhões a doenças evitáveis.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Dados do relatório conjunto da Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados em julho de 2025, revelam que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024. O número representa o maior retrocesso na imunização infantil em três décadas, com impactos diretos na saúde global e na luta contra doenças evitáveis como sarampo, poliomielite e difteria.

Segundo o relatório da Unicef e da OMS, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024, interrompendo uma década de avanços na imunização infantil e expondo milhões a doenças evitáveis. O documento aponta que a cobertura global da vacina tríplice viral (DTP3) caiu de 86% em 2019 para 84% em 2024, deixando 2,6 milhões de crianças adicionais sem proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.

Cobertura vacinal global em queda

A OMS e a Unicef estimam que 14,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) em 2024, o maior número desde 2008. A África Subsaariana concentra 60% desses casos, com Nigéria, Etiópia e República Democrática do Congo liderando as estatísticas. Na Índia, 1,2 milhão de crianças ficaram sem a primeira dose, queda de 30% em relação a 2023.

O relatório da Unicef e da OMS mostra que 13,5 milhões de crianças não receberam vacina no 1° ano de vida, mas a situação varia por região. Enquanto a Europa e as Américas mantêm cobertura acima de 90%, a Ásia Meridional e a África registraram quedas de 8% e 12%, respectivamente, em relação a 2020.

Causas da interrupção na imunização

A queda na cobertura vacinal tem múltiplas causas. A pandemia de Covid-19 interrompeu campanhas de vacinação em 112 países, segundo a OMS, e os sistemas de saúde ainda não se recuperaram totalmente. Conflitos armados e deslocamentos populacionais agravam o cenário: em 2024, 1,8 milhão de crianças em zonas de conflito, como Ucrânia, Gaza e Sudão, ficaram sem vacinas básicas.

A desinformação sobre vacinas também contribui. Dados da Unicef indicam que 67 milhões de crianças perderam vacinas entre 2019 e 2024 devido a hesitação vacinal, especialmente em países de renda média. O movimento antivacina, impulsionado por redes sociais, reduziu a cobertura em países como Paquistão e Afeganistão, onde a poliomielite ainda é endêmica.

Consequências para a saúde infantil

A interrupção na vacinação tem efeitos imediatos. A OMS registrou 320 mil casos de sarampo em 2024, alta de 45% em relação a 2023, com 80% dos casos em crianças não vacinadas. A difteria, erradicada em muitos países, voltou a surgir na África e na Ásia, com 12 mil casos confirmados.

Segundo o relatório da Unicef e da OMS, 13,5 milhões de crianças não receberam vacina no 1° ano de vida, e 1,5 milhão de mortes infantis por doenças evitáveis poderiam ter sido evitadas com imunização adequada. A poliomielite, que estava perto da erradicação, voltou a circular em 5 países, incluindo Afeganistão e Paquistão, onde 40 crianças ficaram paralíticas em 2024.

Países mais afetados

A lista de países com maior número de crianças não vacinadas inclui Índia (1,2 milhão), Nigéria (1,1 milhão), Indonésia (800 mil), Etiópia (700 mil) e República Democrática do Congo (600 mil). Juntos, esses cinco países concentram 35% das crianças não vacinadas do mundo. O Brasil, que em 2023 registrou cobertura de 85% para a DTP, caiu para 82% em 2024, com 240 mil crianças sem a primeira dose.

A Unicef e a OMS alertam que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, mas a maioria dos países da América Latina mantém cobertura acima de 80%, com exceção do Haiti (45%) e da Venezuela (52%).

Medidas de recuperação

A OMS e a Unicef lançaram em 2025 o plano "Imunização para Todos", com meta de vacinar 20 milhões de crianças até 2027. O programa prioriza 15 países com maior déficit, oferecendo vacinas gratuitas e treinamento para agentes de saúde. A Índia, por exemplo, implementou campanhas móveis em áreas rurais, alcançando 300 mil crianças em 6 meses.

vacinação infantil no Brasil 2025

A aliança Gavi, que financia vacinas para países de baixa renda, anunciou investimento de 1,2 bilhão de dólares para 2025-2027, com foco em vacinas contra sarampo, poliomielite e HPV. A iniciativa já reduziu em 15% o número de crianças não vacinadas na África Subsaariana.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não receberam vacina no primeiro ano de vida?

Segundo o relatório da Unicef e da OMS, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida em 2024.

Quais vacinas são mais afetadas?

A vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) é a mais afetada, com 14,5 milhões de crianças sem a primeira dose. A tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) também registrou queda de 2% na cobertura global.

Por que as crianças não estão sendo vacinadas?

As principais causas incluem interrupção de campanhas devido à pandemia, conflitos armados, deslocamentos populacionais e hesitação vacinal por desinformação.

Quais países têm mais crianças não vacinadas?

Índia, Nigéria, Indonésia, Etiópia e República Democrática do Congo lideram a lista, concentrando 35% do total global.

O que a Unicef está fazendo para reverter a queda?

A Unicef e a OMS lançaram o plano "Imunização para Todos" com meta de vacinar 20 milhões de crianças até 2027, priorizando 15 países com maior déficit.

Como a queda na vacinação afeta a saúde global?

A queda na cobertura vacinal levou ao aumento de casos de sarampo (320 mil em 2024) e ao ressurgimento da poliomielite em 5 países.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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