Prevencao

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoRelatório da Unicef e OMS revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, maior número em décadas. Brasil apresenta cobertura vacinal em queda, aumentando risco de retorno de doenças erradicadas.

Relatório da Unicef e OMS aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, maior número em décadas. Brasil tem cobertura vacinal em queda, com risco de retorno de doenças erradicadas.

Escrito por Henrique Pádua · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef e OMS aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, maior número em décadas.
  • Brasil tem cobertura vacinal em queda, com risco de retorno de doenças erradicadas.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Dados da Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. Trata-se do maior número registrado em décadas, com impactos diretos na saúde global e no risco de retorno de doenças já controladas.

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam vacina no 1° ano de vida, maior número em décadas. Destas, cerca de 7 milhões vivem em apenas três países: Índia, Nigéria e Indonésia. O relatório aponta que a cobertura vacinal global caiu de 86% em 2019 para 81% em 2021, e não se recuperou totalmente.

Cobertura vacinal em queda: os números globais

A OMS estima que 25 milhões de crianças deixaram de receber ao menos uma dose da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) em 2021, o maior contingente desde 2009. A vacina DTP é considerada um indicador-chave da imunização básica. A queda é atribuída à pandemia de Covid-19, que interrompeu campanhas de vacinação em mais de 100 países.

A Unicef alerta que, sem recuperação urgente, doenças como sarampo e poliomielite podem ressurgir, como já ocorre em surtos localizados na África e Ásia.

Países com maior número de crianças não vacinadas

  • Índia: 2,7 milhões de crianças sem nenhuma dose
  • Nigéria: 2,2 milhões
  • Indonésia: 1,1 milhão
  • Etiópia: 900 mil
  • Filipinas: 800 mil

Fonte: OMS/Unicef, 2026

Brasil: cobertura vacinal em alerta

No Brasil, a cobertura vacinal infantil também caiu. A Unicef destaca que a taxa de vacinação contra sarampo caiu de 95% em 2015 para 75% em 2021. O país registrou surtos de sarampo em 2018-2020, com mais de 40 mil casos confirmados.

O Ministério da Saúde brasileiro atribui a queda à desinformação sobre vacinas e à dificuldade de acesso em regiões remotas. A Unicef recomenda a intensificação de campanhas de vacinação casa a casa e o fortalecimento da atenção primária.

Riscos para a saúde global

A queda na imunização ameaça a erradicação da poliomielite. A OMS registrou 30 casos de poliovírus selvagem em 2025, todos no Afeganistão e Paquistão. O sarampo, altamente contagioso, exige cobertura de 95% para controle. Com a cobertura atual de 81%, estima-se que 9 milhões de casos de sarampo ocorreram em 2025.

A Unicef afirma que a vacinação é a intervenção de saúde mais custo-efetiva, prevenindo 2 a 3 milhões de mortes por ano.

Como reverter o cenário

A Unicef e a OMS propõem três ações prioritárias: reconstruir a confiança nas vacinas com campanhas de informação, fortalecer os sistemas de saúde para alcançar populações remotas e garantir financiamento sustentável para programas de imunização.

Para o Brasil, a recomendação é retomar a vacinação em escolas e creches, além de ampliar o horário de funcionamento das salas de vacina vacinação infantil no Brasil.

Perguntas Frequentes

Por que tantas crianças não recebem vacinas?

Os principais motivos são interrupção de serviços de saúde durante a pandemia, conflitos armados, deslocamento populacional e desinformação sobre vacinas.

Quais vacinas são mais afetadas?

A vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) e a vacina contra sarampo são as com maior queda de cobertura.

O Brasil está em risco de surtos?

Sim. A cobertura contra sarampo caiu para 75%, abaixo do necessário para controle (95%). Já houve surtos recentes.

Como a Unicef coleta esses dados?

A Unicef e a OMS compilam dados de cobertura vacinal de 194 países, com base em registros oficiais de imunização e inquéritos domiciliares.

O que fazer se meu filho não foi vacinado?

Procure a unidade de saúde mais próxima para atualizar a caderneta de vacinação. O calendário básico do SUS inclui vacinas contra 19 doenças.

Fonte: Unicef, OMS, Ministério da Saúde (Brasil), 2026.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

Leia também

Publicidade