Prevencao

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

ResumoO relatório da Unicef aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, o maior número em décadas. A falta de imunização eleva riscos de surtos de doenças evitáveis e pressiona a saúde pública global.

Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, o maior número em décadas. Entenda os motivos e os riscos para a saúde pública.

Escrito por Sofia Marinho · Atualizado em 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, o maior número em décadas.
  • Entenda os motivos e os riscos para a saúde pública.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

A Unicef acaba de divulgar um alerta preocupante: 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. Segundo a organização, o número representa 1 em cada 10 bebês e é o maior já registrado em décadas. O dado faz parte do relatório "Estado Mundial da Infância 2024", que analisa a cobertura vacinal global.

Resposta direta: Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida, o equivalente a 1 em cada 10 bebês. O dado, do relatório "Estado Mundial da Infância 2024", aponta queda na cobertura vacinal global desde 2019, agravada por conflitos, desigualdade e desinformação.

Por que tantas crianças ficam sem vacina?

A queda na cobertura vacinal não é um fenômeno isolado. A Unicef aponta que 67 milhões de crianças perderam vacinas essenciais entre 2019 e 2023, principalmente nos países de baixa e média renda. Entre os motivos estão conflitos armados, crises humanitárias, falta de acesso a serviços de saúde e o crescimento da desinformação sobre vacinas.

"A vacinação é um dos maiores avanços da saúde pública, mas estamos perdendo terreno", afirma a Unicef. O relatório destaca que, em países como Nigéria, Índia e Etiópia, a cobertura para a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP1) caiu abaixo de 80% em 2023.

O impacto na saúde infantil

Crianças não vacinadas ficam expostas a doenças que podem ser fatais. A Unicef estima que, desde 2000, a vacinação evitou cerca de 154 milhões de mortes no mundo. Mas, com a queda na cobertura, doenças como sarampo e poliomielite voltaram a circular em regiões onde já estavam controladas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o sarampo registrou um aumento de 79% nos casos globais em 2023 comparado a 2022. A maioria dos surtos ocorreu em comunidades com baixa cobertura vacinal.

Quais vacinas são mais afetadas?

O relatório da Unicef mostra que as vacinas mais afetadas são:

  • DTP (difteria, tétano e coqueluche): a cobertura para a terceira dose caiu para 84% em 2023, abaixo dos 86% de 2019.
  • Sarampo: a primeira dose atingiu apenas 83% das crianças, longe dos 95% necessários para eliminar a doença.
  • Poliomielite: a cobertura da terceira dose ficou em 80%, com surtos em países como Afeganistão e Paquistão.
  • HPV: apenas 15% das meninas em países de baixa renda receberam a vacina completa.

Como reverter esse cenário?

A Unicef defende ações urgentes para reverter a queda na vacinação. Entre as recomendações estão: fortalecer os sistemas de saúde, investir em agentes comunitários, combater a desinformação com campanhas de conscientização e garantir o acesso gratuito às vacinas.

"Precisamos de um esforço global coordenado", diz a Unicef. O Brasil, por exemplo, tem programas como o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que oferece vacinas gratuitas para crianças. No entanto, a cobertura vacinal no país também caiu nos últimos anos, passando de 95% em 2019 para 77% em 2023 para a vacina contra sarampo queda na cobertura vacinal no Brasil.

A relação com a desigualdade global

A falta de vacinação não é distribuída igualmente. A Unicef aponta que crianças em países de baixa renda têm 3 vezes mais chances de não receber nenhuma vacina no primeiro ano do que aquelas em países ricos. A desigualdade de gênero também aparece: meninas em regiões de conflito têm menos acesso à vacinação do que meninos.

O papel da desinformação

A desinformação sobre vacinas cresceu durante a pandemia de Covid-19, alimentada por teorias da conspiração e notícias falsas. "A hesitação vacinal é uma ameaça real", afirma a Unicef. Em países como Estados Unidos e França, a cobertura para a vacina contra o sarampo caiu abaixo de 90% em algumas comunidades.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças não se vacinaram em 2023?

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida em 2023.

Quais são as vacinas mais importantes para bebês?

A Unicef recomenda vacinas contra difteria, tétano, coqueluche, sarampo, poliomielite, hepatite B, rotavírus e pneumococo no primeiro ano.

Por que a cobertura vacinal está caindo?

Os motivos incluem conflitos armados, falta de acesso a serviços de saúde, desinformação e desigualdade econômica.

Como a desinformação afeta a vacinação?

A desinformação leva à hesitação vacinal, reduzindo a cobertura em comunidades expostas a notícias falsas sobre efeitos colaterais ou eficácia.

O que a Unicef está fazendo para reverter isso?

A Unicef trabalha com governos e parceiros para fortalecer sistemas de saúde, treinar agentes comunitários e combater a desinformação com campanhas educativas.

Como proteger meu filho se a vacinação está baixa?

Mantenha o calendário vacinal em dia, consulte o posto de saúde local e verifique a cobertura da sua região. A vacinação é segura e eficaz.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

Leia também

Publicidade