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SUS: comitê de negociação de preço de medicamentos pode reduzir custos

ResumoO Comitê de Negociação de Preços de Medicamentos do SUS, instituído pelo Ministério da Saúde, visa reduzir custos em mais de 50% nas compras de fármacos. A medida libera orçamento para novos tratamentos de câncer e doenças autoimunes, otimizando recursos públicos e ampliando o acesso a terapias no sistema público de saúde.

O Ministério da Saúde instituiu um comitê de negociação de preços para compra de medicamentos no SUS. A meta é reduzir custos em mais de 50% e liberar orçamento para novos tratamentos de câncer e doenças autoimunes.

Escrito por Henrique Pádua · Atualizado em 23 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • O Ministério da Saúde instituiu um comitê de negociação de preços para compra de medicamentos no SUS.
  • A meta é reduzir custos em mais de 50% e liberar orçamento para novos tratamentos de câncer e doenças autoimunes.
SUS: comitê de negociação de preço de medicamentos pode reduzir custos

SUS: comitê de negociação de preço de medicamentos pode reduzir custos

O Ministério da Saúde (MS) instituiu, nesta quinta-feira (23), um comitê de negociação de preços para compra de medicamentos a serem incorporados no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida busca reduzir custos e ampliar o acesso a tratamentos de alto custo.

O comitê de negociação de preços do SUS é uma estratégia para adquirir remédios em grande volume por valores menores, liberando orçamento para incorporar novos medicamentos no rol do SUS. A meta é aumentar as chances de incluir tratamentos de alto custo para câncer e doenças autoimunes.

Como funciona o comitê de negociação de preços do SUS

O comitê será acionado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão responsável por recomendar e dar a palavra final sobre a incorporação de novos medicamentos na rede pública. A Conitec avalia a tecnologia e, quando necessário, solicita a negociação.

Em casos de medicamentos únicos no mercado, produzidos por apenas um laboratório e sem possibilidade de compra por licitação, o comitê poderá atuar negociando valores mais baixos. Como o SUS é um grande comprador, adquirindo R$ 31,3 bilhões por ano em vacinas, medicamentos e insumos, existe margem para negociação.

O comitê também poderá intervir quando um medicamento já incorporado apresentar aumento expressivo de preço. Nessa situação, a Secretaria responsável pela demanda no ministério é quem aciona o comitê.

Expectativa de redução de custos e impacto no orçamento

A expectativa do ministério é conseguir um desconto superior a 50% a partir dessa negociação por medicamentos novos ou recém-incorporados ao SUS. A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, explicou que a medida moderniza a forma de negociação de preços, com regras mais claras e garantias para obter preços melhores e mais justos, liberando orçamento para outros investimentos em tecnologias.

O modelo já existe em mais de 40 países, incluindo Canadá, Inglaterra, Austrália e França. A ideia já circulava há bastante tempo no Ministério da Saúde, mas só recentemente se tornou uma política da pasta.

Quem participa do comitê e como ele age

O comitê é permanente e tem caráter técnico. Ele será composto por representantes do Ministério da Saúde e poderá contar com apoio de especialistas em negociação de preços e economia da saúde. A atuação é focada em medicamentos de alto custo, especialmente aqueles com monopólio de produção ou com aumentos significativos de preço.

O processo de negociação segue critérios técnicos, baseados em análises de custo-efetividade e impacto orçamentário. A Conitec faz a recomendação inicial, e o comitê negocia o valor final com os laboratórios.

Comparação com modelos internacionais

Países como Canadá, Inglaterra, Austrália e França já utilizam modelos semelhantes de negociação centralizada de preços de medicamentos. No Canadá, por exemplo, a agência de avaliação de tecnologias em saúde (CADTH) negocia preços com fabricantes para garantir acesso a tratamentos de alto custo. Na Inglaterra, o NICE (National Institute for Health and Care Excellence) faz avaliações e negociações similares.

O modelo brasileiro se inspira nessas experiências, adaptando-as à realidade do SUS. A expectativa é que, com a negociação centralizada, o Brasil consiga preços mais competitivos, ampliando o acesso a medicamentos inovadores.

O que muda para o paciente do SUS

Para o paciente, a principal mudança é a possibilidade de acesso a medicamentos de alto custo que antes não eram incorporados por falta de orçamento. Com a redução de preços, o ministério pode incluir novos tratamentos para câncer, doenças autoimunes e outras condições graves.

A medida também pode beneficiar pacientes que já utilizam medicamentos incorporados, caso haja aumento expressivo de preço. Nesse cenário, o comitê pode renegociar valores, evitando descontinuidade do tratamento.

Perguntas Frequentes

O que é o comitê de negociação de preços do SUS?

É um órgão técnico e permanente do Ministério da Saúde, criado para negociar preços de medicamentos a serem incorporados ou já incorporados ao SUS, com o objetivo de reduzir custos.

Quem aciona o comitê?

A Conitec é quem aciona o comitê para medicamentos novos. Para medicamentos já incorporados com aumento de preço, a Secretaria responsável faz a solicitação.

Qual a expectativa de desconto?

O ministério espera conseguir descontos superiores a 50% em medicamentos novos ou recém-incorporados.

O modelo já existe em outros países?

Sim, mais de 40 países utilizam modelos similares, incluindo Canadá, Inglaterra, Austrália e França.

Como o SUS se beneficia?

Com a redução de preços, sobra orçamento para incorporar novos medicamentos e investir em outras tecnologias em saúde.

O comitê é permanente?

Sim, o comitê tem caráter permanente e técnico, garantindo continuidade nas negociações.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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