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Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens

ResumoEstudo do Hospital Moinhos de Vento e Ministério da Saúde, maior pesquisa sobre eficácia da vacina contra HPV na América Latina, demonstrou que a prevalência dos principais tipos do vírus caiu quase à metade entre jovens brasileiros de 16 a 25 anos após vacinação. A redução significativa confirma o impacto positivo da imunização na saúde pública.

Maior estudo sobre eficácia da vacina contra HPV na América Latina, realizado pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que a prevalência dos principais tipos do vírus caiu quase à metade entre jovens de 16 a 25 anos no Brasil após a vacinação.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 24 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Maior estudo sobre eficácia da vacina contra HPV na América Latina, realizado pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que a prevalência dos principais tipos do vírus caiu quase à metade entre jovens de 16 a 25 anos no Brasil após a vacinação.
Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens

Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens

A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina. A pesquisa Pop-Brasil foi conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde.

Dados coletados entre 2016 e 2017 mostravam que 14,98% dos participantes já haviam sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, a proporção caiu para 7,95%, uma redução de quase 47%.

O maior estudo sobre HPV na América Latina

Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Na segunda fase, a amostra incluiu mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As coletas ocorreram em unidades de saúde, focando jovens de 16 a 25 anos.

A médica epidemiologista e líder da pesquisa, Eliana Wendland, explica que essa faixa etária foi escolhida por concentrar a maior prevalência de HPV, já que coincide com o início da atividade sexual, e porque todos ali já deveriam ter sido vacinados.

Cobertura vacinal ainda abaixo do ideal

Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas. A proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%.

Apesar disso, a vacina comprovou seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante caiu de 15,6% na primeira fase para 3,1% na segunda fase entre as vacinadas.

Efeito rebanho já observado

A pesquisa verificou um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre as meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina caiu para 10,5% na segunda fase, segundo Eliana. Isso ocorre porque a vacinação em altas coberturas reduz a circulação dos agentes causadores.

Entre os homens, a prevalência caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os não vacinados. A explicação, de acordo com a prévia do artigo a ser publicado na revista npj Vaccines, é a baixa cobertura vacinal desse público.

Vacina de dose única é eficaz

Outro dado que reforça o poder do imunizante: entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos, subiu de 46,7% para 56,6%. Já entre os quatro subtipos combatidos pela vacina, houve queda.

A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz. Não houve diferença na prevalência do vírus entre pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.

Vacinação contra HPV no SUS

A vacinação começou em 2014, apenas com meninas, e passou a incluir meninos a partir de 2017. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. Hoje, o público-alvo são crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual e pessoas com lesões precursoras no colo do útero.

O HPV é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. A vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos.

Perguntas Frequentes

Qual foi a redução da prevalência de HPV entre jovens vacinados?

A prevalência dos quatro principais tipos de HPV caiu de 14,98% para 7,95% entre jovens de 16 a 25 anos, segundo a pesquisa Pop-Brasil.

Quem realizou a pesquisa sobre HPV no Brasil?

O estudo foi realizado pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde.

A vacina contra HPV de dose única é eficaz?

Sim. A pesquisa não encontrou diferença na prevalência do vírus entre pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.

Por que a cobertura vacinal é menor entre meninos?

De acordo com a prévia do artigo na npj Vaccines, os meninos recebem menos incentivo à vacinação, em parte porque o HPV ainda é percebido como causa predominante do câncer do colo do útero.

A vacina contra HPV protege contra quais tipos?

A vacina disponível no SUS protege contra os quatro principais tipos oncogênicos do papilomavírus humano.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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