Ministério da Saúde reforça chamamento para vacina contra o sarampo
Ministério da Saúde reforça chamamento para vacina contra o sarampo após 27 casos confirmados em 2026, com transmissão ativa em São Paulo. Saiba quem deve se vacinar.
Resumo rápido
- Ministério da Saúde reforça chamamento para vacina contra o sarampo após 27 casos confirmados em 2026, com transmissão ativa em São Paulo.
- Saiba quem deve se vacinar.
O Ministério da Saúde reforçou o chamamento para que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada diante da ocorrência de casos de sarampo em São Paulo nos últimos meses. A Campanha Nacional de Multivacinação segue até a próxima terça-feira (1º) e tem como objetivo verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, aplicando as doses necessárias, incluindo a tríplice viral, que protege contra o sarampo.
O Brasil confirmou 27 casos da doença em 2026. Desses, 24 estão relacionados a uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho no estado de São Paulo: 21 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Dos outros três casos, dois foram registrados em São Paulo e um no Rio de Janeiro, sem relação entre si, já considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.
Em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação, todos controlados por ações de vigilância e vacinação. "Com isso, o Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo diante do aumento de casos em outros países das Américas", reforçou o ministério.
Altamente contagioso, o sarampo pode ser prevenido pela vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Para crianças, o esquema de rotina prevê duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de até 29 anos sem comprovação de vacinação devem receber duas doses com intervalo mínimo de 30 dias. Adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose.
Em situações de circulação do vírus, as estratégias podem ser ampliadas. Em São Paulo, diante da cadeia de transmissão, o ministério recomendou ampliar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses. "A dose zero é uma estratégia adicional de proteção para crianças menores de 1 ano em cenários de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e 15 meses", reforçou a pasta.
Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.