Anvisa aprova novas indicações para remédio de câncer de mama
A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado em pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo. As aprovações cobrem combinação com pembrolizumabe e uso em monoterapia na primeira linha.
Resumo rápido
- A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado em pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo.
- As aprovações cobrem combinação com pembrolizumabe e uso em monoterapia na primeira linha.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). A decisão amplia o uso do remédio em dois cenários clínicos distintos, ambos voltados à primeira linha de tratamento.
A primeira nova indicação é em combinação com pembrolizumabe para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável (que não pode ser removido por cirurgia), localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1. A segunda é como monoterapia para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1.
A proteína PD-L1 fica na superfície de algumas células cancerígenas e faz com que o sistema imunológico não ataque o tumor. É por isso que a expressão desse marcador aparece como critério em uma das indicações aprovadas: ela ajuda a definir quais pacientes tendem a responder melhor à combinação com pembrolizumabe.
O câncer de mama triplo-negativo costuma ser tratado com quimioterapia, já que não responde a terapias hormonais nem a medicamentos que atuam no receptor HER2. A ampliação das indicações do Trodelvy ocorre nesse contexto, em que a escolha do esquema de primeira linha depende de marcadores tumorais e do estágio da doença.
A aprovação da Anvisa não define protocolo clínico nem substitui a avaliação médica caso a caso. Quem faz acompanhamento oncológico sabe que o mesmo diagnóstico reúne perfis moleculares diferentes, e a indicação de um medicamento depende de exames específicos. Do ponto de vista da reabilitação, o acompanhamento fisioterapêutico durante o tratamento ajuda a preservar mobilidade do ombro, força e capacidade funcional, sem transformar dor em meta.
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Fontes
- Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
- Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
- Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.