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São Paulo registra 13 casos de sarampo em 2026 e reforça vacinação

ResumoA Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou 13 casos de sarampo em 2026, com diagnósticos em bebês de até 1 ano e adultos de 20 a 50 anos. A SES-SP emitiu alerta para reforço na vacinação, recomendando desde junho a dose zero da tríplice viral para bebês.

Com 13 casos confirmados de sarampo em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu alerta para reforço na vacinação. Os diagnósticos atingiram bebês de até 1 ano e adultos entre 20 e 50 anos. Desde junho, a dose zero da tríplice viral é recomendada para beb

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 21 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Com 13 casos confirmados de sarampo em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu alerta para reforço na vacinação.
  • Os diagnósticos atingiram bebês de até 1 ano e adultos entre 20 e 50 anos.
  • Desde junho, a dose zero da tríplice viral é recomendada para beb
São Paulo registra 13 casos de sarampo em 2026 e reforça vacinação

Com 13 casos de sarampo, São Paulo alerta para reforço na vacinação

O estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo em 2026, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os diagnósticos foram em bebês de até 1 ano e em adultos entre 20 e 50 anos. Desde junho, a SES-SP recomenda a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A dose zero é aplicada seis meses antes da dose um. A medida se deve ao cenário epidemiológico atual e leva proteção aos recém-nascidos no primeiro ano de vida, uma vez que a primeira dose da vacina é prevista, em situações normais, para os 12 meses de idade. A secretaria reforça que a dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Por que a dose zero é necessária agora?

A SES-SP adotou a dose zero para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias em três cidades: São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A medida é uma resposta ao cenário epidemiológico atual, com 13 casos confirmados. Bebês nessa faixa etária ainda não receberam a primeira dose do calendário regular, que ocorre aos 12 meses. A dose zero antecipa a proteção contra o sarampo, sem substituir as doses futuras.

"Após recebê-la, a criança deve seguir normalmente o esquema vacinal de rotina, com a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral [sarampo, rubéola, caxumba e catapora], aos 15 meses", informou a SES-SP.

Quem mais deve se vacinar?

Crianças, adolescentes e adultos que não tenham recebido as doses indicadas também devem procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta. A SES-SP tem alertado a população de que o sarampo pode atingir diferentes faixas etárias, motivo pelo qual é importante manter a vacinação em dia. A imunização é a principal forma de prevenção e é também essencial para interromper a circulação do vírus.

Os 13 casos registrados em 2026 incluem bebês de até 1 ano e adultos entre 20 e 50 anos. Isso mostra que o sarampo não atinge apenas crianças pequenas. Adultos que não foram vacinados ou que não completaram o esquema vacinal estão suscetíveis.

O que dizem as autoridades de saúde?

A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, destacou: "Com o aumento dos casos, a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo." Ela acrescentou: "É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças, e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário."

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfoury, explicou que o Brasil havia eliminado o sarampo em 2016 e, novamente, em 2024. Isso não significa que não possam ocorrer casos esporádicos importados ou casos decorrentes de contaminação a partir desses, principalmente devido aos surtos existentes na América, nos EUA, Canadá, México e Guatemala.

"Há risco de reintrodução, mas nossa lição é fortalecer os dois pilares fundamentais: a vacinação e a vigilância atenta. Precisamos manter altas coberturas, idealmente acima de 95% com as duas doses", disse Kfoury.

Como o sarampo se espalha?

Uma das particularidades que aumenta a disseminação do sarampo é que as suas partículas virais infectantes permanecem em suspensão em aerossol. Ou seja, o vírus se mantém no ambiente deixado pelo indivíduo contaminado, ocasionando a contaminação de outras pessoas. Isso torna o sarampo altamente transmissível, especialmente em locais fechados ou com pouca ventilação.

Kfoury acrescentou que a vigilância garante que os casos suspeitos sejam identificados, rastreados e contidos por meio da vacinação de bloqueio, para que casos esporádicos não se traduzam novamente em circulação sustentada da doença.

Onde tirar dúvidas sobre vacinação?

Quem tiver dúvidas sobre a vacinação pode acessar o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/. A página reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação.

Perguntas Frequentes

Quem deve tomar a dose zero da vacina tríplice viral?

Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, conforme recomendação da SES-SP desde junho de 2026.

A dose zero substitui as doses do calendário normal?

Não. A dose zero é uma antecipação de proteção. A criança deve seguir o esquema vacinal de rotina: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses (preferencialmente com a vacina tetraviral).

Adultos também precisam se vacinar contra o sarampo?

Sim. Adultos entre 20 e 50 anos que não tenham recebido as doses indicadas devem procurar uma unidade de saúde para verificar e atualizar a caderneta de vacinação.

O sarampo foi eliminado no Brasil?

O Brasil eliminou o sarampo em 2016 e novamente em 2024. No entanto, casos esporádicos importados podem ocorrer devido a surtos em outros países das Américas, como EUA, Canadá, México e Guatemala.

Qual a cobertura vacinal ideal para evitar surtos?

Segundo Renato Kfoury, vice-presidente da SBIm, é preciso manter coberturas acima de 95% com as duas doses para evitar a reintrodução do vírus.

Onde encontrar mais informações sobre vacinação?

No portal Vacina 100 Dúvidas: https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/, que reúne respostas sobre vacinação, eficácia, eventos adversos e riscos da não vacinação.

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Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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