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Brasil participa de pesquisa inédita que busca a cura da hepatite B

ResumoBrasil integra consórcio internacional com Hucam-Ufes e USP para pesquisa inédita de cura da hepatite B, envolvendo 600 pacientes. O estudo investiga fatores de risco e terapias avançadas, com meta de eliminar a doença até 2030. A participação nacional amplia dados clínicos e acelera desenvolvimento de tratamentos definitivos contra o vírus.

Brasil integra consórcio internacional que estuda a cura da hepatite B. Hucam-Ufes e USP participam da pesquisa com 600 pacientes. Entenda os fatores de risco e a meta de eliminar a doença até 2030.

Escrito por Sofia Marinho · Atualizado em 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Brasil integra consórcio internacional que estuda a cura da hepatite B.
  • Hucam-Ufes e USP participam da pesquisa com 600 pacientes.
  • Entenda os fatores de risco e a meta de eliminar a doença até 2030.
Brasil participa de pesquisa inédita que busca a cura da hepatite B

O Brasil integra um consórcio internacional que investiga novos tratamentos e a cura da hepatite B. A pesquisa é liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e reúne grupos do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. No país, participam o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) e a Universidade de São Paulo (USP).

O estudo observará, a nível celular, o comportamento do vírus e as respostas imunológicas de 600 pacientes com hepatite B e com coinfecção por hepatite B e HIV. Serão 150 pacientes de cada país, acompanhados por cerca de quatro anos e meio. O objetivo é identificar o que faz o vírus evoluir de formas diferentes em cada pessoa, quais características genéticas protegem contra a progressão rápida e quais subpartículas virais podem servir como preditores de cura ou de tratamento.

"A hepatite B não tem cura, esse é o grande objetivo global", afirma a professora do Hucam-Ufes Tânia Reuter. "O primeiro objetivo é eliminar as hepatites virais, no nosso caso aqui, eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030", enfatiza. O consórcio foi criado em 2023, suspenso em 2024 e retomado no ano seguinte. No Brasil, o estudo começou este ano e deve durar cerca de cinco anos.

Reuter iniciou o recrutamento em julho e já conta com 40 participantes, de um total de 75 que pretende ter até o fim do ano. O prazo da pesquisa vai até meados de 2027. "O vírus da hepatite B é um dos maiores causadores de câncer hepático", alerta. "A gente está aqui trabalhando para mitigar a evolução de cirrose e câncer hepático."

A hepatite B é uma doença viral silenciosa que ataca o fígado. Segundo a OMS, cerca de 240 milhões de pessoas vivem com infecção crônica, com dados de 2024. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 276,6 mil casos entre 2000 e 2022. A transmissão ocorre por via sexual e contato com sangue contaminado, inclusive da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. O vírus tipo B é 100 vezes mais contagioso que o HIV, segundo a Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

A prevenção principal é a vacina, disponível no SUS para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade. Crianças recebem quatro doses: ao nascer, aos 2, 4 e 6 meses. Adultos tomam três doses. Também recomendam-se preservativos e evitar compartilhar objetos perfurocortantes. A meta global da OMS é eliminar as hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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