Bem-estar

Cirurgias eletivas SUS passam de 7,5 milhões no 1º semestre

ResumoO SUS realizou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025. Distrito Federal, Sergipe e Paraíba registraram os maiores aumentos, conforme dados divulgados pelo governo federal.

O SUS registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre deste ano, aumento de 8% sobre o mesmo período de 2025. Distrito Federal, Sergipe e Paraíba lideram as altas, segundo o governo federal.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • O SUS registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre deste ano, aumento de 8% sobre o mesmo período de 2025.
  • Distrito Federal, Sergipe e Paraíba lideram as altas, segundo o governo federal.
Cirurgias eletivas SUS passam de 7,5 milhões no 1º semestre

O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre deste ano, segundo o governo federal. O volume representa aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, ou 608 mil procedimentos a mais.

Em resumo: 7,5 milhões de cirurgias eletivas entre janeiro e junho, alta de 8% sobre 2025, crescimento em 20 estados e 2,92 milhões de procedimentos dentro do programa Agora Tem Especialistas. A projeção do Ministério da Saúde é ultrapassar 15 milhões até o fim de 2026.

O dado, divulgado em nota pelo governo federal, vem acompanhado de uma ressalva que costuma faltar nas manchetes sobre fila do SUS: o número mede o que foi operado, não o que ainda espera. Quem acompanha a saúde pública sabe que volume realizado e tempo de espera são métricas diferentes, e a própria nota não informa quantas pessoas seguem na fila.

Onde o crescimento foi maior

A alta foi registrada em 20 estados. Os maiores avanços aparecem no Distrito Federal (31%), Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia (20%) e Ceará (20%). Também tiveram altas relevantes Amapá (18%), Alagoas (15%), Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

A leitura desses percentuais pede cautela. Estados que partem de bases menores tendem a exibir variações proporcionalmente maiores, o que ajuda a explicar por que unidades federativas de menor população aparecem no topo da lista. Sem o número absoluto de cada estado, o ranking diz mais sobre ritmo do que sobre volume.

Agora Tem Especialistas e a projeção para 2026

Parte dos procedimentos saiu do programa Agora Tem Especialistas, com 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho de 2026. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade, por meio de mutirões assistenciais, unidades móveis de saúde (carretas), aquisição de transporte sanitário e fortalecimento da Telessaúde.

O Ministério da Saúde projeta ultrapassar 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, acima das 14,9 milhões registradas em 2025. O governo federal afirma que o resultado mantém a trajetória de crescimento dos últimos anos.

Para quem depende da fila, o ponto de atenção é outro: ampliar mutirões resolve o gargalo do momento, mas a demanda reprimida por cirurgias de média e alta complexidade depende de fatores estruturais, como oferta de anestesistas, leitos e insumos. A nota não detalha nenhum desses itens, nem informa o tempo médio de espera atual.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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