Bem-estar

Autismo: médica lista estratégias para atender crianças

ResumoO autismo (TEA) afeta cerca de 40% das crianças com ansiedade associada, enquanto menos de 4% dos médicos possuem capacitação específica. A oftalmologia pediátrica exige adaptações no atendimento, como comunicação visual, rotina previsível e ambiente sensorial reduzido. Estratégias práticas incluem uso de recursos lúdicos, tempo extra e abordagem gradual para garantir exame ocular eficaz e acolhedor.

Cerca de 40% das crianças com TEA têm ansiedade associada, e menos de 4% dos médicos receberam capacitação. Saiba como adaptar o atendimento oftalmológico.

Escrito por Renata Bello · Atualizado em 09 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • Cerca de 40% das crianças com TEA têm ansiedade associada, e menos de 4% dos médicos receberam capacitação.
  • Saiba como adaptar o atendimento oftalmológico.
Autismo: médica lista estratégias para atender crianças

O atendimento oftalmológico de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) enfrenta barreiras como hipersensibilidade sensorial, intolerância à quebra de rotina e baixa adesão ao tratamento domiciliar, incluindo rejeição severa ao uso de óculos e tampão de olho. Segundo a oftalmologista Raíra Fortuna, cerca de 40% das crianças com TEA apresentam transtornos de ansiedade associados, enquanto menos de 4% dos médicos especialistas relatam ter recebido capacitação para atender pacientes no espectro.

Para a médica, boa parte do que seria considerado mau comportamento durante o exame reflete confusão ou sobrecarga, não oposição. "É a manifestação do autismo em um ambiente pouco adaptado", diz. A consequência é a dificuldade ou impossibilidade de completar o exame, essencial para a saúde ocular.

Estudos mostram que a prevalência de estrabismo em crianças com TEA gira em torno de 41%, contra 3% em crianças com desenvolvimento típico. Por isso, segundo a especialista, vale a pena se esforçar para atender melhor essas crianças.

Durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), em Salvador, ela citou o caminho para uma consulta mais tranquila: "Quando o exame não funciona, talvez o problema esteja nas formas como estamos examinando", avalia, reforçando que toda a equipe deve ser capacitada. Preparar ambiente, materiais e estratégias são investimentos que valem a pena.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

Leia também

Publicidade