# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

> Unicef relata que 13,5 milhões de crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado revela retrocesso na imunização infantil global, com impacto direto no aumento da mortalidade evitável. A falta de vacinação expõe milhões de crianças a doenças preveníveis, exigindo ações urgentes para reverter o cenário.

*Método Fit 30 · Prevencao · 16 de julho de 2026 · Henrique Pádua*

Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado acende alerta sobre retrocesso na imunização infantil global, com impactos diretos na mortalidade evitável.

## Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida, um número que acende alerta sobre a cobertura vacinal global. O dado, extraído do relatório "State of the World's Children 2025", mostra que a imunização infantil estagnou e, em alguns países, retrocedeu a níveis dos anos 2000. A falta de acesso a serviços básicos de saúde, conflitos armados e desinformação sobre vacinas estão entre as principais causas.

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O número representa cerca de 1 em cada 10 crianças nascidas no mundo. A cobertura global da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche), indicador usado como referência, ficou em 84% em 2024, abaixo dos 86% registrados em 2019. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 95% para evitar surtos.

## Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?

A exclusão vacinal tem raízes profundas em desigualdades estruturais. Crianças que vivem em países de baixa renda, em zonas de conflito ou em comunidades remotas são as mais afetadas. A Unicef aponta que 67% das crianças não vacinadas vivem em apenas 10 países, entre eles Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo e Etiópia.

### Conflitos armados e deslocamento forçado

Em regiões como Iêmen, Afeganistão e Sudão do Sul, sistemas de saúde colapsados e deslocamentos em massa impedem que campanhas de vacinação cheguem às crianças. A Unicef estima que 25% das crianças não vacinadas vivem em áreas de conflito.

### Desinformação e hesitação vacinal

A hesitação vacinal, alimentada por informações falsas nas redes sociais, também contribui. Em países de alta renda, como Estados Unidos e França, a cobertura vacinal caiu entre 2% e 5% desde 2019, segundo dados da OMS. A desinformação sobre efeitos colaterais de vacinas, como a tríplice viral, é apontada como fator.

## Impactos na mortalidade infantil

A falta de vacinação tem consequências diretas. Doenças preveníveis por vacinas, como sarampo, poliomielite e difteria, voltaram a circular em países que já haviam eliminado esses patógenos. A Unicef registrou um aumento de 30% nos casos de sarampo em 2024 comparado a 2023, com 320 mil casos notificados globalmente.

A OMS estima que 2,5 milhões de crianças morrem anualmente por doenças que poderiam ser evitadas com vacinação. A meta de cobertura de 95% para todas as vacinas infantis está longe de ser alcançada: apenas 34% dos países atingem esse patamar.

## O que a Unicef recomenda

A Unicef propõe um plano de ação com três eixos: fortalecimento dos sistemas de saúde primários, combate à desinformação com campanhas de educação e investimento em logística para alcançar comunidades remotas. A agência também defende a integração da vacinação com outros serviços de saúde, como nutrição e água potável.

### Vacinação como direito

A vacinação é um direito da criança, garantido pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. A Unicef lembra que 1 em cada 5 crianças no mundo não tem acesso a nenhuma vacina. Para a fisioterapia pediátrica, a prevenção de doenças infecciosas reduz sequelas neurológicas e motoras, como paralisia infantil, que pode ser prevenida pela vacina contra poliomielite.

## Como melhorar a cobertura vacinal?

Países que conseguiram aumentar a cobertura vacinal adotaram estratégias como: agentes comunitários de saúde, campanhas porta a porta, vacinação em escolas e uso de dados em tempo real para identificar áreas de baixa cobertura. O Brasil, por exemplo, alcançou 95% de cobertura da vacina DTP em 2019, mas caiu para 79% em 2024, segundo o Ministério da Saúde como recuperar cobertura vacinal no Brasil.

## Perguntas Frequentes

### Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida?

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida.

### Quais são as principais causas da falta de vacinação?

Conflitos armados, deslocamento forçado, desigualdade de acesso a serviços de saúde e desinformação sobre vacinas são as principais causas.

### Qual é a meta de cobertura vacinal da OMS?

A OMS recomenda cobertura de 95% para todas as vacinas infantis, mas apenas 34% dos países atingem esse patamar.

### Quais doenças estão voltando por falta de vacinação?

Sarampo, poliomielite e difteria estão entre as doenças que voltaram a circular em países com baixa cobertura vacinal.

### O que a Unicef recomenda para melhorar a vacinação?

Fortalecimento dos sistemas de saúde, combate à desinformação e investimento em logística para alcançar comunidades remotas.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-9/
