# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

> Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças no mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado revela uma crise de imunização que ameaça décadas de progresso na saúde infantil. Países mais afetados concentram-se na África e Ásia, com causas como conflitos, pobreza e desinformação. Estratégias incluem fortalecimento de sistemas de saúde e campanhas de conscientização.

*Método Fit 30 · Prevencao · 17 de julho de 2026 · Sofia Marinho*

O Unicef alerta que 13,5 milhões de crianças no mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado revela uma crise de imunização que ameaça décadas de progresso. Entenda as causas, os países mais afetados e as estratégias para reverter esse quadro.

## Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. Isso significa que 1 em cada 5 crianças está desprotegida contra doenças preveníveis, como sarampo, poliomielite e difteria. O alerta é baseado em dados de 2023 e aponta retrocessos na imunização global.

## O que significa o dado de 13,5 milhões de crianças sem vacina

Segundo o Unicef, o número representa crianças que não recebem nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida, nem mesmo a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ou da vacina contra a poliomielite. Em termos práticos, esse contingente equivale à população de países como Bélgica ou Bolívia.

O dado faz parte do relatório "Estado Mundial da Infância 2024", que analisa a cobertura vacinal global. O documento aponta que, apesar de avanços em algumas regiões, a pandemia de Covid-19 interrompeu cadeias de imunização e criou lacunas que ainda não foram totalmente recuperadas.

## Causas da queda na cobertura vacinal infantil

A queda na cobertura vacinal tem múltiplas causas, de acordo com o Unicef e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os principais fatores estão:

- Conflitos armados: países como Afeganistão, Iêmen e Ucrânia enfrentam dificuldades logísticas para manter campanhas de vacinação.
- Pobreza e desigualdade: em regiões como África Subsaariana e sul da Ásia, o acesso a serviços básicos de saúde é limitado.
- Desinformação: a hesitação vacinal, alimentada por fake news, cresceu durante a pandemia.
- Sistemas de saúde frágeis: muitos países não têm infraestrutura para armazenar e distribuir vacinas, especialmente em áreas rurais.

O Brasil, por exemplo, registrou queda na cobertura vacinal infantil nos últimos anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que a meta de 95% de cobertura para a vacina BCG não foi atingida em 2023 cobertura vacinal Brasil 2023.

## Consequências da falta de vacinação no primeiro ano de vida

Crianças não vacinadas no primeiro ano de vida ficam expostas a doenças que podem ser fatais. A OMS estima que 2 a 3 milhões de mortes por ano são evitadas pela vacinação. Sem ela, o risco de surtos de sarampo, coqueluche e difteria aumenta.

O sarampo, por exemplo, teve um aumento de 79% nos casos globais em 2023 comparado a 2022 (OMS, 2024). A doença é altamente contagiosa e pode causar complicações graves, como pneumonia e encefalite.

Além do impacto na saúde, a baixa cobertura vacinal sobrecarrega sistemas de saúde e gera custos econômicos. Um estudo do Unicef estima que cada dólar investido em vacinação retorna até 44 dólares em benefícios econômicos ao longo da vida.

## Países com maior número de crianças não vacinadas

O relatório do Unicef aponta que 10 países concentram mais de 60% das crianças não vacinadas no mundo. São eles:

- Índia
- Nigéria
- Etiópia
- Indonésia
- Filipinas
- República Democrática do Congo
- Paquistão
- Brasil
- Angola
- México

No Brasil, o número de crianças não vacinadas no primeiro ano de vida é estimado em cerca de 300 mil, segundo o Unicef. O país enfrenta desafios como a desigualdade regional e a desinformação.

## Estratégias para reverter o cenário

O Unicef e a OMS recomendam ações coordenadas para recuperar a cobertura vacinal:

- Fortalecimento dos sistemas de saúde: investimento em infraestrutura, logística e treinamento de profissionais.
- Campanhas de conscientização: combate à desinformação com informações baseadas em evidências.
- Vacinação em escolas: parcerias com instituições de ensino para alcançar crianças fora do sistema de saúde.
- Integração com outros serviços: oferta de vacinas em campanhas de nutrição e saúde materno-infantil.

O Brasil lançou em 2023 o Movimento Nacional pela Vacinação, que busca retomar as metas de cobertura. A iniciativa inclui a atualização do calendário vacinal e a busca ativa de crianças não vacinadas.

## O papel da sociedade na imunização infantil

A vacinação infantil depende não apenas de governos, mas também de famílias e comunidades. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação atualizada e buscar informações em fontes confiáveis, como o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria.

Profissionais de saúde têm um papel crucial: orientar sobre a importância das vacinas e esclarecer dúvidas. A confiança na ciência é a base para reverter o quadro de 13,5 milhões de crianças desprotegidas.

## Perguntas Frequentes

### Por que tantas crianças não recebem vacinas no primeiro ano de vida?

As principais causas são conflitos armados, pobreza, sistemas de saúde frágeis e desinformação. A pandemia de Covid-19 agravou o problema ao interromper campanhas de vacinação.

### Quais são as vacinas obrigatórias no primeiro ano de vida?

No Brasil, o calendário vacinal inclui BCG, hepatite B, pentavalente, VIP (poliomielite), pneumocócica 10, rotavírus e meningocócica C, entre outras.

### O Brasil está entre os países com mais crianças não vacinadas?

Sim, o Brasil aparece na lista dos 10 países com maior número de crianças não vacinadas no primeiro ano de vida, com cerca de 300 mil crianças nessa situação.

### Como a desinformação afeta a vacinação infantil?

A desinformação, especialmente sobre efeitos colaterais falsos, gera hesitação vacinal. Campanhas de conscientização são essenciais para combater esse fenômeno.

### O que o Unicef recomenda para reverter a queda na cobertura vacinal?

O Unicef recomenda fortalecer sistemas de saúde, promover campanhas de vacinação em escolas, integrar a imunização a outros serviços e combater a desinformação com dados científicos.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-23/
