# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida, veja dados

> Unicef relata que 13,5 milhões de crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. A crise de imunização concentra-se em países de baixa renda, mas ações coordenadas podem reverter o cenário.

*Método Fit 30 · Prevencao · 15 de julho de 2026 · Sofia Marinho*

Relatório da Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. A crise de imunização afeta principalmente países de baixa renda, mas o cenário pode mudar com ações coordenadas.

## Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

A cada ano, 13,5 milhões de crianças chegam ao primeiro aniversário sem ter recebido uma única dose de vacina. O número, divulgado pela Unicef no relatório "Estado Mundial da Infância 2026", representa uma crise silenciosa de imunização que atinge principalmente os países mais pobres do planeta.

Segundo a Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não recebem nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado faz parte do relatório "Estado Mundial da Infância 2026", que aponta estagnação na cobertura vacinal global desde 2021, com maior concentração em países da África Subsaariana e Ásia Meridional.

## Onde estão essas crianças?

A maior parte dos 13,5 milhões de crianças não vacinadas vive em regiões de conflito, pobreza extrema ou com sistemas de saúde fragilizados. A Unicef aponta que 10 dos 15 países com menor cobertura vacinal estão na África Subsaariana. Nigéria, Índia e República Democrática do Congo concentram sozinhas mais de um terço desse total.

### O papel da desigualdade

Crianças em comunidades rurais, famílias em situação de rua ou refugiadas têm até 3 vezes mais chances de ficar sem vacinação completa no primeiro ano (Unicef, relatório anual, 2026). A falta de acesso a serviços básicos de saúde, combinada com desinformação sobre vacinas, agrava o cenário.

## Por que a cobertura vacinal estagnou?

A pandemia de Covid-19 interrompeu campanhas de vacinação em mais de 100 países, e a recuperação tem sido lenta. Dados da OMS indicam que a cobertura global da vacina DTP3 (difteria, tétano e coqueluche) caiu de 86% em 2019 para 81% em 2021, sem retorno ao patamar anterior até 2025.

- Conflitos armados: Ucrânia, Iêmen, Etiópia, áreas de guerra onde a logística de vacinação é inviabilizada.
- Crise econômica: Países de baixa renda reduziram gastos com saúde pública em média 15% entre 2020 e 2024.
- Desinformação: Movimentos antivacina ganharam força nas redes sociais, especialmente em países de língua inglesa e portuguesa.

"A vacina é o direito de toda criança, não um privilégio", afirma a Unicef em seu relatório. "Sem ação urgente, milhões continuarão vulneráveis a doenças evitáveis."

## Consequências imediatas e de longo prazo

Crianças não vacinadas no primeiro ano de vida correm risco elevado de contrair doenças como sarampo, poliomielite, difteria e coqueluche. Em 2025, surtos de sarampo foram registrados em 37 países, muitos com cobertura vacinal abaixo de 80% (OMS, situação global do sarampo, 2025).

A longo prazo, a baixa imunização compromete a erradicação de doenças. A poliomielite, por exemplo, continua endêmica no Paquistão e Afeganistão, com 12 casos confirmados em 2025 (Global Polio Eradication Initiative, dados atualizados, 2025).

## O que está sendo feito?

A Unicef, em parceria com a OMS e a Gavi (Aliança Global de Vacinas), implementa programas de busca ativa em comunidades de difícil acesso. Em 2025, a iniciativa "Vacina para Todos" alcançou 2,1 milhões de crianças antes não vacinadas (Unicef, relatório de impacto, 2025).

- Brasil: O Programa Nacional de Imunizações (PNI) mantém cobertura acima de 95% para a maioria das vacinas, mas registra queda na adesão à vacina contra sarampo desde 2019 (Ministério da Saúde, dados do PNI, 2025) como aumentar a cobertura vacinal no Brasil.
- Índia: O governo lançou o "Missão Indradhanush", que já vacinou 40 milhões de crianças em áreas remotas desde 2014.

## Como ajudar?

Indivíduos e organizações podem contribuir de três formas:

- Doação: Organizações como Unicef e Médicos Sem Fronteiras aceitam doações direcionadas a programas de vacinação.
- Voluntariado: Profissionais de saúde podem se inscrever em missões de curta duração em países com baixa cobertura.
- Informação: Compartilhar dados oficiais e combater a desinformação sobre vacinas nas redes sociais.

Além disso, pressionar governos para manter e ampliar o financiamento de programas de imunização é essencial. A cada real investido em vacinação, estima-se um retorno de 44 reais em economia com tratamentos e perda de produtividade (OMS, relatório econômico, 2024).

## Perguntas Frequentes

### Por que 13,5 milhões de crianças não recebem vacina?

Os principais motivos são pobreza extrema, conflitos armados, falta de infraestrutura de saúde e desinformação sobre vacinas. A Unicef aponta que a maioria dessas crianças vive em países da África Subsaariana e Ásia Meridional.

### Qual a vacina mais importante no primeiro ano de vida?

Todas as vacinas do calendário básico são essenciais, mas a BCG (contra tuberculose), a hepatite B, a pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hib) e a vacina contra poliomielite são priorizadas pela OMS.

### O Brasil tem crianças não vacinadas?

Sim. Embora o PNI brasileiro tenha cobertura alta, a vacina contra sarampo registrou queda de 10 pontos percentuais entre 2019 e 2025, deixando cerca de 300 mil crianças sem a segunda dose (Ministério da Saúde, dados do PNI, 2025) como recuperar a confiança nas vacinas.

### Como a desinformação afeta a vacinação?

Campanhas antivacina nas redes sociais reduziram a adesão em países como Brasil, Estados Unidos e França. A Unicef estima que a hesitação vacinal contribui para 5% dos casos de crianças não vacinadas globalmente.

### O que é a Gavi?

A Gavi, Aliança Global de Vacinas, é uma parceria público-privada que negocia preços reduzidos de vacinas para países de baixa renda. Desde 2000, já imunizou mais de 1 bilhão de crianças (Gavi, relatório anual, 2025).

### Há esperança de reverter esse cenário?

Sim. Com investimento contínuo em saúde pública, campanhas de conscientização e parcerias internacionais, a cobertura vacinal pode voltar a crescer. A Unicef projeta que, com ações coordenadas, 10 milhões de crianças a mais podem ser vacinadas até 2030.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-2/
