# Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

> Unicef relata que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. O dado expõe milhões a doenças evitáveis e acende alerta sobre retrocesso na cobertura vacinal global.

*Método Fit 30 · Prevencao · 17 de julho de 2026 · Sofia Marinho*

Relatório do Unicef revela que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, expondo milhões a doenças evitáveis e acendendo alerta sobre retrocesso na cobertura vacinal global.

## Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida

Dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida. O número, que representa cerca de 10% da coorte global de nascimentos, expõe uma crise silenciosa de imunização que ameaça décadas de progresso contra doenças preveníveis.

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças no mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida. O número representa um retrocesso na cobertura vacinal global, com destaque para regiões da África Subsaariana e Ásia, onde conflitos e desigualdades dificultam o acesso à imunização básica.

## O que diz o relatório do Unicef sobre vacinação infantil

O relatório "Estado Mundial da Infância 2024", publicado pelo Unicef, traz um alerta direto: a cobertura vacinal global estagnou e, em alguns países, retrocedeu a níveis dos anos 2000. O documento aponta que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida. Para a nutricionista esportiva Sofia Marinho, a alimentação e a imunização caminham juntas: "um corpo bem nutrido responde melhor às vacinas, mas sem elas, nenhuma criança está protegida".

### Diferenças regionais na cobertura vacinal

A África Subsaariana concentra mais da metade das crianças não vacinadas. Na Nigéria, por exemplo, 2,3 milhões de bebês não receberam a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Já na Índia, embora os números absolutos sejam altos, a cobertura relativa melhorou nos últimos cinco anos.

## Por que 13,5 milhões de crianças ficam sem vacina?

As causas são múltiplas e se sobrepõem. Conflitos armados desestruturam sistemas de saúde: na Síria e no Iêmen, menos de 60% das crianças completam o esquema básico de vacinação. A desigualdade econômica também pesa: em países de baixa renda, a cobertura da DTP3 (difteria, tétano e coqueluche) é de 70%, contra 95% em países ricos.

### O papel da desinformação

Movimentos antivacina ganharam força durante a pandemia de Covid-19. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que 52% dos países relataram aumento de fake news sobre vacinas entre 2020 e 2023. Isso afeta diretamente a adesão, especialmente em comunidades com baixa confiança institucional.

## Impactos da baixa vacinação no primeiro ano de vida

Crianças não vacinadas no primeiro ano correm risco elevado de contrair doenças como sarampo, poliomielite e coqueluche. O sarampo, altamente contagioso, voltou a circular em países que haviam eliminado a doença: em 2023, houve 9 milhões de casos globais, com 136 mil mortes, a maioria em crianças menores de 5 anos.

### Doenças preveníveis voltam a ameaçar

A poliomielite, erradicada em grande parte do mundo, ainda persiste no Afeganistão e Paquistão, onde 1,2 milhão de crianças não receberam a vacina oral em 2023. A coqueluche, por sua vez, registrou surtos no Brasil e na Europa, com aumento de 40% nos casos em relação a 2022.

## Cobertura vacinal no Brasil: dados do Ministério da Saúde

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) enfrenta desafios. Em 2023, a cobertura da vacina BCG (tuberculose) foi de 82%, abaixo da meta de 90%. A pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hib) atingiu 78%, contra 95% em 2015. O país não registra casos de poliomielite desde 1990, mas a baixa cobertura preocupa autoridades.

### Regiões com piores indicadores

Os estados do Norte e Nordeste concentram as menores taxas. No Amazonas, apenas 65% das crianças receberam a primeira dose da tríplice viral em 2023. Em São Paulo, a cobertura foi de 88%, ainda distante da meta.

## O que o Unicef recomenda para reverter o cenário

O relatório do Unicef propõe ações em três frentes: fortalecer sistemas de saúde primária, combater a desinformação com campanhas baseadas em evidências e ampliar o acesso a vacinas em zonas de conflito. A organização também defende a integração entre vacinação e outros serviços de saúde, como nutrição e água potável.

### Iniciativas em andamento

A Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi) planeja vacinar 300 milhões de crianças até 2025, com foco em países de baixa renda. A OMS, por sua vez, lançou a campanha "Big Catch-Up" para recuperar atrasos causados pela pandemia cobertura vacinal infantil.

## Perguntas Frequentes

### Quantas crianças não recebem vacina no primeiro ano de vida?

Segundo o Unicef, 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina no primeiro ano de vida.

### Quais são as principais causas da baixa vacinação?

Conflitos armados, desigualdade econômica e desinformação são os principais fatores. Na África Subsaariana, guerras desestruturam sistemas de saúde. Em países ricos, movimentos antivacina reduzem a adesão.

### Quais doenças voltaram a ameaçar crianças não vacinadas?

Sarampo, poliomielite e coqueluche registraram aumento de casos. O sarampo matou 136 mil pessoas em 2023, a maioria crianças menores de 5 anos.

### Como está a cobertura vacinal no Brasil?

Em 2023, a cobertura da BCG foi de 82% e da pentavalente, 78%, ambas abaixo das metas do Ministério da Saúde. O Norte e Nordeste têm os piores indicadores.

### O que o Unicef recomenda para reverter o quadro?

Fortalecer a atenção primária, combater fake news com campanhas educativas e ampliar o acesso a vacinas em zonas de conflito.

### Como a desinformação afeta a vacinação infantil?

Estudo da OMS aponta que 52% dos países relataram aumento de fake news sobre vacinas entre 2020 e 2023, reduzindo a confiança e a adesão.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/unicef-135-milhoes-criancas-nao-recebem-vacina-1-ano-vida-19/
