# SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

> A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produção nacional do dolutegravir, principal antirretroviral contra o HIV distribuído pelo SUS. O medicamento atende mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil. O processo, iniciado em 2020, envolveu contrato entre a ViiV Healthcare e Farmanguinhos, garantindo autonomia produtiva ao país.

*Método Fit 30 · Prevencao · 21 de julho de 2026 · Renata Bello*

A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV distribuído pelo SUS. Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV usam o medicamento no país. O processo começou em 2020 com contrato entre ViiV Healthcare e Farmanguinhos.

## SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal antiretroviral usado no tratamento do HIV no Brasil. O medicamento é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do remédio no país. A Fiocruz concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, antiretroviral distribuído gratuitamente pelo SUS. O medicamento é usado por mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil. O processo começou em 2020, com contrato entre a ViiV Healthcare e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz.

## O que é o dolutegravir e por que ele é o principal remédio contra o HIV

O dolutegravir é um antiretroviral da classe dos inibidores da integrase, considerado a principal opção terapêutica para o HIV no Brasil. Ele age bloqueando a enzima integrase, que o vírus usa para inserir seu material genético nas células humanas. Com isso, a replicação viral é interrompida, e a carga viral no organismo cai a níveis indetectáveis.

A escolha do dolutegravir como medicamento de primeira linha no SUS não é recente. O protocolo clínico brasileiro adota o remédio desde 2017, após estudos mostrarem sua eficácia superior e menor perfil de efeitos colaterais em comparação com antiretrovirais mais antigos, como o efavirenz. A distribuição gratuita pelo SUS cobre todo o tratamento de pessoas vivendo com HIV, desde o diagnóstico inicial até o acompanhamento contínuo.

## Transferência de tecnologia: como a Fiocruz nacionalizou a produção

O processo de transferência de tecnologia começou em 2020, quando a ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento do HIV pertencente à biofarmacêutica GSK, assinou um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz. O acordo previa a nacionalização progressiva da produção do dolutegravir para distribuição ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação. A conclusão da transferência, anunciada em julho de 2026, significa que a Fiocruz agora domina todo o processo produtivo do princípio ativo e do medicamento acabado.

### Etapas do processo de nacionalização

- Assinatura do contrato (2020): ViiV Healthcare e Farmanguinhos formalizam a parceria.
- Adaptação da planta fabril: Farmanguinhos investe em infraestrutura para receber a tecnologia.
- Aquisição de equipamentos: Novos maquinários são instalados para produção em escala.
- Capacitação profissional: Técnicos e pesquisadores da Fiocruz são treinados pela ViiV Healthcare.
- Estruturação do processo: Farmanguinhos organiza a cadeia produtiva, desde a síntese do princípio ativo até a formulação final.
- Conclusão (2026): Fiocruz domina integralmente a tecnologia e pode produzir o remédio sem dependência externa.

## Impacto para as mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV

A nacionalização da produção do dolutegravir tem implicações diretas para os pacientes. Com a produção local, o SUS reduz a dependência de importações e pode garantir o abastecimento contínuo do medicamento. Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil fazem uso do dolutegravir atualmente.

A sustentabilidade do tratamento é um dos principais ganhos. Antes da transferência, o Brasil dependia de fornecedores externos para o princípio ativo e para o medicamento acabado. Agora, a Fiocruz pode produzir o remédio integralmente em sua planta, o que reduz custos e riscos de desabastecimento.

## Quem é a ViiV Healthcare e qual seu papel no acordo

A ViiV Healthcare é uma empresa de pesquisa dedicada exclusivamente à prevenção e tratamento do HIV. Ela pertence à biofarmacêutica GSK, uma das maiores do setor. O desenvolvimento original do dolutegravir foi realizado pela ViiV Healthcare, que detém a patente do medicamento.

O contrato de transferência de tecnologia assinado em 2020 permitiu que Farmanguinhos, unidade da Fiocruz, recebesse todo o know-how necessário para reproduzir o processo produtivo. A ViiV Healthcare forneceu não apenas a documentação técnica, mas também treinamento e suporte durante a fase de adaptação.

## O papel do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos)

Farmanguinhos é o instituto da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos estratégicos para o SUS. Ele atua como laboratório oficial, fabricando remédios que o mercado privado não tem interesse em produzir ou cujo preço seria proibitivo.

A unidade já tem experiência em transferências de tecnologia. Farmanguinhos já nacionalizou a produção de outros antiretrovirais, como o tenofovir e o efavirenz. Com o dolutegravir, o instituto consolida sua posição como produtor de medicamentos de alto custo e alta complexidade.

## Desafios e próximos passos da produção nacional

Apesar da conclusão da transferência, a produção em escala industrial ainda enfrenta desafios. Farmanguinhos precisou adaptar sua planta para atender aos padrões de qualidade exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela ViiV Healthcare. A capacitação de profissionais também demandou tempo e investimento.

O próximo passo é a produção regular do medicamento para abastecer o SUS. A Fiocruz ainda não divulgou o cronograma de distribuição, mas a expectativa é que a produção nacional substitua gradualmente as importações. A redução de custos pode liberar recursos para outras áreas do tratamento do HIV.

## Perguntas Frequentes

### O dolutegravir é distribuído gratuitamente pelo SUS?

Sim, o dolutegravir é distribuído gratuitamente pelo SUS a todas as pessoas vivendo com HIV que necessitam do tratamento.

### Quantas pessoas usam o dolutegravir no Brasil?

Mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do dolutegravir no país.

### Quem desenvolveu o dolutegravir?

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento do HIV pertencente à biofarmacêutica GSK.

### Quando começou a transferência de tecnologia?

O contrato para transferência de tecnologia foi assinado em 2020 entre a ViiV Healthcare e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz.

### O que a Fiocruz precisou fazer para produzir o remédio?

Farmanguinhos realizou investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar profissionais e promover estruturação para a produção do dolutegravir.

### A produção nacional já substituiu as importações?

A conclusão da transferência de tecnologia foi anunciada em julho de 2026, mas o cronograma de distribuição ainda não foi divulgado oficialmente.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/sus-adquire-tecnologia-produzir-principal-remedio-contra-hiv-1784629803628/
