# SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

> O Ministério da Saúde do Brasil adquiriu tecnologia para produção nacional do dolutegravir, principal medicamento contra o HIV. O acordo com farmacêutica internacional reduz dependência externa e custos, garantindo tratamento a milhões de brasileiros. A medida fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS) e amplia o acesso ao antirretroviral.

*Método Fit 30 · Prevencao · 17 de julho de 2026 · Sofia Marinho*

O Ministério da Saúde anunciou a aquisição de tecnologia para produção nacional do principal medicamento contra o HIV, o dolutegravir. A medida, viabilizada por acordo com farmacêutica internacional, visa reduzir dependência externa e custos, garantindo tratamento a milhões de br

O Ministério da Saúde anunciou a aquisição da tecnologia de produção do dolutegravir, o principal antirretroviral usado no tratamento do HIV no Brasil. A transferência, feita em parceria com a farmacêutica ViiV Healthcare, permitirá que laboratórios públicos fabriquem o medicamento nacionalmente, reduzindo custos e dependência de importação. O acordo prevê início da produção em 2026, beneficiando mais de 500 mil pacientes em tratamento pelo SUS.

O dolutegravir é o fármaco de primeira linha no protocolo brasileiro contra o HIV. Segundo o Ministério da Saúde, a dose diária única substitui esquemas mais complexos, melhorando a adesão ao tratamento. A produção local cortará gastos com importação, que somaram R$ 1,2 bilhão em 2025 (Ministério da Saúde, relatório anual, 2026).

### Como funciona a transferência de tecnologia

A parceria com a ViiV Healthcare envolve a transferência de know-how para o laboratório público Farmanguinhos/Fiocruz, no Rio de Janeiro. O processo inclui capacitação técnica e repasse de documentação para síntese do princípio ativo. A etapa inicial, já concluída, abrangeu a validação do processo produtivo em escala piloto.

### Impactos no tratamento e na economia

A produção nacional do dolutegravir trará dois ganhos principais. Primeiro, a redução de custos: estima-se queda de 40% no preço por comprimido (Ministério da Saúde, nota técnica, 2026). Segundo, a segurança no abastecimento, eliminando riscos de desabastecimento global, como o registrado em 2023 com outros antirretrovirais.

O SUS distribui anualmente cerca de 120 milhões de comprimidos de dolutegravir (Departamento de HIV/Aids, 2025). Com a produção local, o estoque regulador passará de 3 para 6 meses, garantindo continuidade mesmo em crises sanitárias.

### Próximos passos e cronograma

A produção industrial em larga escala está prevista para o segundo semestre de 2026. Até lá, a importação continua normalmente (Ministério da Saúde, cronograma oficial, 2026). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou o registro do produto nacional, após testes de bioequivalência.

### Desafios e perspectivas

A produção de princípios ativos farmacêuticos exige insumos importados da China e Índia. O Ministério da Saúde negocia parcerias para nacionalizar também esses insumos, mas ainda sem prazo (Ministério da Saúde, plano de ação, 2026). A medida, contudo, é considerada um avanço histórico na política de saúde pública.

### Perguntas Frequentes

#### Quando o SUS começará a produzir o dolutegravir?

A produção em escala industrial está prevista para o segundo semestre de 2026, conforme cronograma do Ministério da Saúde.

#### Qual laboratório público fabricará o medicamento?

O Farmanguinhos/Fiocruz, no Rio de Janeiro, será o responsável pela produção nacional.

#### A produção local reduzirá o custo do tratamento?

Sim, estima-se redução de 40% no preço por comprimido, segundo nota técnica do Ministério da Saúde.

#### O dolutegravir é o único remédio contra HIV no SUS?

Não, mas é o principal, usado por mais de 500 mil pacientes como primeira linha de tratamento.

#### A transferência de tecnologia inclui o princípio ativo?

Sim, o acordo prevê a produção completa do medicamento, incluindo o princípio ativo, no Brasil.

#### Como a Anvisa garantiu a qualidade do medicamento nacional?

A Anvisa aprovou o registro após testes de bioequivalência, que comprovaram eficácia idêntica ao original.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/sus-adquire-tecnologia-produzir-principal-remedio-contra-hiv-16/
