# SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

> O Sistema Único de Saúde (SUS) adquiriu a tecnologia para produção nacional do dolutegravir, principal medicamento contra o HIV. A medida reduzirá custos e ampliará o acesso ao tratamento no Brasil, com fabricação local prevista para os próximos anos.

*Método Fit 30 · Prevencao · 16 de julho de 2026 · Henrique Pádua*

O SUS adquiriu a tecnologia para produzir o principal remédio contra o HIV, o dolutegravir. A medida promete reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento no Brasil, com produção nacional prevista para os próximos anos.

O Ministério da Saúde anunciou que o SUS adquiriu a tecnologia para produzir o dolutegravir, principal remédio contra o HIV, no Brasil. A medida, viabilizada por meio de uma licença voluntária com o Medicines Patent Pool (MPP), permite que a Fiocruz fabrique o medicamento localmente, com previsão de início da produção em 2026. O acordo reduz a dependência de importação e pode cortar custos em até 50%, ampliando o acesso ao tratamento para milhões de brasileiros.

A aquisição da tecnologia para o principal remédio contra o HIV pelo SUS representa um marco na política de saúde pública do Brasil. O dolutegravir é o medicamento de primeira linha recomendado pela OMS para o tratamento do HIV, combinando alta eficácia com baixa toxicidade. Atualmente, o Brasil importa o princípio ativo, mas a nova parceria permitirá a produção nacional completa, desde a síntese do fármaco até a formulação final.

## Como funciona a parceria para produção do remédio contra o HIV no SUS

A licença voluntária, assinada entre o MPP e a Farmanguinhos/Fiocruz, permite que o Brasil produza o dolutegravir sem pagar royalties ao detentor da patente original, a ViiV Healthcare. Em troca, a empresa receberá uma compensação financeira baseada no volume de vendas, mas com valores reduzidos para países de renda média como o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o acordo cobre todas as etapas: pesquisa, desenvolvimento, registro e distribuição.

### Cronograma de produção nacional

A Fiocruz já iniciou a transferência de tecnologia, com previsão de que os primeiros lotes do medicamento estejam disponíveis para o SUS em 2026. O processo inclui:

- 2024-2025: Adaptação da planta industrial e capacitação técnica
- 2025-2026: Produção de lotes-piloto e registro na Anvisa
- 2026 em diante: Produção em escala industrial e distribuição nacional

## Impacto no acesso ao tratamento do HIV

A produção nacional do principal remédio contra o HIV pelo SUS deve beneficiar diretamente os 1 milhão de brasileiros que vivem com HIV, dos quais cerca de 700 mil estão em tratamento regular. A redução de custos pode permitir que o Ministério da Saúde invista em outras frentes, como prevenção e diagnóstico precoce.

### Redução de custos

Atualmente, o Brasil gasta cerca de R$ 300 milhões por ano com a importação de dolutegravir e outros antirretrovirais. Com a produção local, a estimativa é de uma economia de até 50% nos custos de aquisição, liberando recursos para outras áreas da saúde pública.

## Desafios técnicos e regulatórios

A produção de medicamentos antirretrovirais exige padrões rigorosos de qualidade, controlados pela Anvisa. A Fiocruz, que já fabrica outros medicamentos para o SUS, como o tenofovir, tem experiência na área. No entanto, a escala de produção do dolutegravir exigirá investimentos em equipamentos e treinamento de pessoal, previstos no acordo.

### Registro na Anvisa

O registro do medicamento produzido nacionalmente na Anvisa é uma etapa crítica. A agência reguladora exige estudos de bioequivalência para garantir que o genérico tenha a mesma eficácia que o original. A Fiocruz já iniciou os testes clínicos, com resultados esperados para 2025.

## Comparativo com outros países

O Brasil não é o primeiro país a adotar essa estratégia. A Índia, por exemplo, já produz dolutegravir genérico desde 2020, reduzindo o custo para menos de US$ 50 por paciente ao ano. A África do Sul também firmou acordos similares, mas a produção local brasileira se diferencia por integrar toda a cadeia produtiva, desde a síntese do princípio ativo.

## Perguntas Frequentes

### O que é o dolutegravir?

O dolutegravir é um antirretroviral da classe dos inibidores da integrase, usado como primeira linha no tratamento do HIV. Ele age bloqueando a integração do DNA viral ao DNA humano.

### Quando começa a produção no Brasil?

A previsão é que a produção em escala industrial comece em 2026, após a conclusão da transferência de tecnologia e o registro na Anvisa.

### O remédio será gratuito?

Sim, o dolutegravir produzido pela Fiocruz será distribuído gratuitamente pelo SUS para todos os pacientes em tratamento.

### A produção nacional vai reduzir o preço?

Sim, a estimativa é de uma redução de até 50% nos custos de aquisição, gerando economia para o sistema de saúde.

### O genérico é tão eficaz quanto o original?

Sim, a Fiocruz realizará estudos de bioequivalência para garantir que o genérico tenha a mesma eficácia e segurança que o medicamento original.

Como funciona o tratamento do HIV no SUS Fiocruz e a produção de medicamentos estratégicos Política de medicamentos genéricos no Brasil

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/sus-adquire-tecnologia-produzir-principal-remedio-contra-hiv-10/
