# Semana Mundial do Aleitamento Materno marca início do Agosto Dourado

> A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) de 2026, com o tema "Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona", inaugura o Agosto Dourado. A campanha enfatiza o papel da amamentação na saúde infantil e na economia doméstica, promovendo práticas eficazes de apoio à lactação. A iniciativa busca consolidar políticas públicas e comunitárias que ampliem a duração do aleitamento exclusivo.

*Método Fit 30 · Prevencao · 02 de agosto de 2026 · Henrique Pádua*

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) de 2026, com o tema 'Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona', inicia o Agosto Dourado, destacando a importância da amamentação para a saúde e economia familiar.

## Semana Mundial do Aleitamento Materno marca início do Agosto Dourado

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) traz, em 2026, o tema "Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona", uma diretriz internacional da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) que orienta as mobilizações do Agosto Dourado. Esta campanha é crucial para a promoção e apoio à amamentação, especialmente no Brasil, onde o Ministério da Saúde reforça a importância da proteção à amamentação neste mês.

O aleitamento materno é fundamental para a nutrição adequada, a garantia da segurança alimentar e a redução da pobreza no país. A relevância desse tema é evidenciada por histórias como a de Lorrany Duarte, que, após o nascimento de sua filha Elisa, deseja amamentá-la exclusivamente nos primeiros seis meses. Lorrany, mãe pela segunda vez, destaca que a amamentação é vital para o desenvolvimento saudável de uma criança, lembrando da experiência com sua filha mais velha, que, ao ser alimentada com fórmula, teve um desenvolvimento mais lento e sofreu com problemas de saúde.

Marielly Duarte, irmã de Lorrany e mãe de três crianças, tem apoiado a nova mãe no processo de amamentação. Com a experiência acumulada, Marielly incentiva Lorrany a insistir na amamentação, utilizando uma bomba para extrair o leite, o que facilitou o processo. A troca de experiências entre mães é um aspecto importante no apoio à amamentação.

Rossiclei Pinheiro, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (DCAM-SBP), alerta para os desafios impostos pela desinformação e pelo assédio comercial da indústria de fórmulas infantis. Segundo ela, há um marketing intenso que promove essas fórmulas como substitutos do leite materno, o que não é verdade. O lobby da indústria se manifesta em diversos ambientes, como hospitais e redes sociais, pressionando profissionais de saúde a prescreverem fórmulas infantis sem a devida necessidade.

As fórmulas são seguras e necessárias apenas quando recomendadas por um pediatra ou nutricionista, especialmente em situações específicas, como contraindicações médicas para amamentação. A pediatra classifica as fórmulas infantis como alimentos ultraprocessados, devendo ser utilizadas somente quando não há outra alternativa viável para a nutrição da criança.

Rossiclei Pinheiro ressalta que apenas médicos, preferencialmente pediatras ou nutricionistas, podem prescrever fórmulas infantis para crianças com menos de um ano. No entanto, atualmente, muitas mães conseguem facilmente adquirir fórmulas em farmácias, o que pode levar ao uso inadequado.

Nos últimos cinco anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria tem investido em programas de formação para pediatras, focando nos critérios de prescrição de fórmulas infantis e no manejo da amamentação, especialmente diante de complicações como dor e ingurgitamento. Rossiclei destaca que o leite materno é o melhor alimento para a criança ao longo de sua vida.

Além dos aspectos nutricionais, a pediatra também aborda o benefício socioeconômico da amamentação, que se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A amamentação resulta em redução de custos financeiros para a família, pois elimina a necessidade de comprar fórmulas e medicamentos, além de reduzir as faltas ao trabalho devido a doenças infantis. Isso também facilita o planejamento do retorno das mães ao trabalho, uma vez que bebês amamentados tendem a ser mais saudáveis.

No Brasil, a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL), respaldada pela Lei 11.265/2006, proíbe que médicos recebam patrocínios financeiros ou materiais. Além disso, a legislação restringe a propaganda de mamadeiras, bicos artificiais e chupetas, impedindo a distribuição desses produtos a recém-nascidos de alto risco e determinando que suas embalagens não apresentem imagens de crianças que possam induzir dúvida sobre a capacidade das mães de amamentar.

Essas normas estão alinhadas com os alertas da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre o uso de bicos artificiais, que podem prejudicar a amamentação. Rossiclei Pinheiro enfatiza a necessidade de desestimular o uso de chupetas e mamadeiras, que competem diretamente com a amamentação.

A Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2026 visa reafirmar a importância de reconhecer, valorizar e ampliar estratégias que já demonstraram resultados positivos na proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno. Em agosto de 2024, o Brasil assumiu o compromisso de atingir 70% de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida até 2030, uma meta superior aos 60% estabelecidos pela Assembleia Mundial da Saúde.

O Brasil apresentou avanços significativos no aleitamento materno, passando de 4,7% de aleitamento exclusivo na década de 1980 para 45,8% em 2019, conforme dados da primeira edição do Estudo Nacional de Nutrição Infantil (Enani), realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar as práticas de amamentação, o consumo alimentar e o estado nutricional de crianças de até seis anos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria destaca que o aumento constante do aleitamento materno no Brasil é um reflexo das políticas públicas consolidadas, como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança. Essas políticas estão interligadas ao atendimento da criança e à redução da mortalidade infantil, materna e das desigualdades sociais. A promoção do aleitamento materno é uma estratégia fundamental para garantir um futuro mais saudável e equitativo para as crianças brasileiras.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/semana-mundial-aleitamento-materno-marca-inicio-agosto-dourado/
