# Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas

> O projeto SUS na Floresta tem proporcionado atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas, encurtando distâncias e facilitando o acesso à saúde.

*Método Fit 30 · Prevencao · 26 de julho de 2026 · Sofia Marinho*

## Projeto leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas

O projeto SUS na Floresta tem sido um marco no acesso à saúde para comunidades ribeirinhas do Amazonas. Recentemente, foram inaugurados dois pontos de atendimento médico em Carauari, que têm como objetivo transformar a realidade de saúde dessas populações.

## Atendimento médico mais próximo

Aldeniza Silva e Silva, moradora da comunidade ribeirinha de Boa Vista na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, enfrentava longas jornadas para conseguir atendimento médico. Grávida de sete meses, ela precisava viajar por dois ou três dias de rabeta até a zona urbana de Carauari, onde realizava seu pré-natal. Segundo o Ministério da Saúde, o ideal é que gestantes façam um mínimo de seis consultas durante a gravidez, mas Aldeniza só conseguiu realizar três até agora.

Com a inauguração dos novos pontos de atendimento em Campina e Bauana, a distância que antes levava dias para ser percorrida agora é reduzida para apenas uma praia. Aldeniza celebrou a mudança: "Agora [a distância] é só de uma praia".

## Estruturas adaptadas à realidade local

Os novos pontos de saúde foram desenvolvidos para atender às necessidades das comunidades ribeirinhas. Cada unidade é equipada com consultórios para atendimentos presenciais e remotos, sala de triagem, consultório odontológico e conexão à internet. Além disso, todos os serviços são integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo sendo resultado de uma parceria público-privada.

Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), destaca que o objetivo do projeto é reforçar a estrutura do SUS, e não criar uma nova. Os profissionais que atendem nas unidades estão vinculados à rede pública de saúde.

## Impacto nas comunidades

O impacto do projeto já pode ser sentido nas comunidades. Maria Valkiane Freitas e Silva, da comunidade de Bauana, também enfrentava longos trajetos para se consultar. Ela descreveu que o custo da viagem até a cidade chegava a R$ 160 para ir e até R$ 480 para voltar. Agora, com a unidade de saúde mais próxima, a expectativa é que o acesso seja facilitado.

As novas unidades não só atendem demandas imediatas, como também ajudam na prevenção de doenças e na vacinação. Luana do Carmo da Gama, por exemplo, levará seu filho de quatro anos para ser imunizado: "Vai ser ótimo para nós. Qualquer coisa, a gente pode vir aqui."

## Desafios do atendimento na região

Antes da inauguração dos pontos de saúde, os moradores da zona rural enfrentavam desafios significativos para obter atendimento médico. Dependiam de lanchas de resgate em casos graves, o que poderia levar horas ou até dias. As ambulanchas, disponibilizadas pela prefeitura, buscavam pacientes nas comunidades para levá-los à cidade, mas essa solução era limitada e demorada.

Os novos pontos de apoio em saúde foram inaugurados na semana passada e já mostraram sua eficácia, evitando chamadas para as lanchas de resgate. Somente em Campina, cinco resgates foram evitados, incluindo o de Thiago Freitas Andrade, que buscou atendimento após uma lesão no pé.

## Estrutura das unidades de saúde

As duas unidades de saúde inauguradas são:

- Ponto de Atendimento em Bauana: Inaugurado em 19 de julho e nomeado em homenagem a Raimundo Ribeiro de Lima (Saborá), um líder comunitário local.
- Ponto de Atendimento em Campina: Inaugurado em 21 de julho e batizado em homenagem à líder comunitária Laice Santos do Nascimento.

Essas unidades têm a capacidade de atender cerca de 4,7 mil pessoas em 56 comunidades ribeirinhas, oferecendo serviços essenciais e suporte à saúde da população.

## Conclusão

O projeto SUS na Floresta é uma iniciativa fundamental para adaptar e fortalecer a Atenção Primária à Saúde em comunidades ribeirinhas da Amazônia. Com uma abordagem que considera as particularidades culturais e logísticas da região, a proposta visa garantir que todos tenham acesso a cuidados médicos adequados e oportunos. Em sua primeira semana, as novas unidades já demonstraram seu potencial ao oferecer um atendimento mais próximo e eficaz, melhorando a qualidade de vida das comunidades atendidas.

## Perguntas Frequentes

### Como funciona o projeto SUS na Floresta?

O projeto SUS na Floresta visa adaptar a Atenção Primária à Saúde em comunidades ribeirinhas, com pontos de atendimento integrados ao SUS.

### Quais serviços são oferecidos nesses pontos de saúde?

Os pontos de saúde oferecem atendimentos presenciais e remotos, triagem, consultas odontológicas e apoio à vacinação.

### Quantas comunidades são beneficiadas pelo projeto?

O projeto atende 56 comunidades ribeirinhas, beneficiando cerca de 4,7 mil pessoas.

### Qual é a distância para os pontos de saúde?

As distâncias foram significativamente reduzidas, com acesso feito em trajetos curtos, que antes levavam dias.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/projeto-leva-atendimento-medico-comunidades-ribeirinhas-amazonas/
