# Doença renal crônica: estudo alerta para subdiagnóstico no Brasil

> Doença renal crônica apresenta subdiagnóstico no Brasil, conforme estudo com mais de 14 mil pessoas. Menos de 5% dos participantes realizaram o rastreamento completo com exames essenciais para detecção. A baixa solicitação desses testes compromete a identificação precoce da condição, que afeta milhões de brasileiros sem diagnóstico adequado.

*Método Fit 30 · Prevencao · 12 de agosto de 2026 · Henrique Pádua*

Pesquisa com mais de 14 mil pessoas mostra que exames essenciais para detectar doença renal crônica raramente são solicitados. Menos de 5% dos participantes fizeram o rastreamento completo.

## Estudo alerta para subdiagnóstico da doença renal crônica no Brasil

A doença renal crônica (DRC) afeta mais de 20 milhões de brasileiros, cerca de 10% da população, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia. Mais de 170 mil dependem de terapia renal substitutiva, conforme o Censo Brasileiro de Diálise 2024. Mas o cenário real pode ser pior: pesquisa em colaboração com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná sugere que o número de pacientes em diálise supera o registrado, por falhas no diagnóstico precoce.

**A resposta direta:** menos de 5% dos participantes que fizeram exame de creatinina tiveram a albuminúria solicitada. Mesmo após campanha nacional de rastreamento, o índice permaneceu abaixo de 7%, indicando resistência ou falta de hábito na prática clínica.

## Por que o subdiagnóstico preocupa?

O levantamento incluiu mais de 14 mil pessoas de alto risco, sobretudo com diabetes e hipertensão, condições associadas ao maior risco de DRC. Os pesquisadores avaliaram a frequência de dois exames: creatinina no sangue e proteína na urina (albuminúria). Resultado: os testes raramente são solicitados juntos na prática clínica.

A doença é assintomática nos estágios iniciais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que a DRC será a quinta principal causa de morte no mundo até 2040. Sem rastreamento completo, muitos casos avançam silenciosamente até exigir diálise.

## O que o estudo revela na prática

Menos de 5% dos participantes com creatinina solicitada receberam pedido de albuminúria. Após campanha nacional, o número subiu, mas permaneceu crítico, abaixo de 7%. Isso indica que o rastreamento completo não virou rotina.

Publicada no Brazilian Journal of Nephrology, a pesquisa contou com especialistas de instituições como a Universidade Estadual de Campinas, Escola Bahiana de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Arbor Research Collaborative for Health.

## Fatores de risco segundo o Ministério da Saúde

A pasta lista os principais fatores de risco para DRC:

- Histórico de doença do aparelho circulatório, como doença coronariana, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica e insuficiência cardíaca
- Histórico de doença renal crônica na família
- Uso de agentes nefrotóxicos, principalmente medicações que exigem ajuste em pacientes com função renal alterada

## Diagnóstico precoce muda a trajetória

Identificar a DRC cedo abre caminho para medidas que preservam a função renal, reduzem complicações cardiovasculares e melhoram a qualidade de vida. "Tratar e controlar os fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são as principais formas de prevenir doenças renais", afirma o Ministério da Saúde.

Quem lida com saúde sabe: dor não é troféu, e silêncio dos sintomas não significa ausência de doença. Exames simples, como creatinina e albuminúria, são a primeira linha de defesa.

## Como o rastreamento completo funciona

O exame de creatinina no sangue avalia a filtração dos rins. A albuminúria mede proteína na urina, sinal precoce de dano renal. Juntos, formam o rastreamento essencial para pacientes de risco. Sem ambos, o diagnóstico chega tarde demais.

## Perguntas Frequentes

### O que é doença renal crônica?

É a perda progressiva e irreversível da função dos rins, que filtram o sangue e eliminam resíduos. Nos estágios iniciais, não apresenta sintomas.

### Quem deve fazer os exames de creatinina e albuminúria?

Pacientes com diabetes, hipertensão, histórico familiar de DRC, doenças cardiovasculares ou uso de medicamentos nefrotóxicos.

### Por que menos de 5% dos participantes fizeram o rastreamento completo?

O estudo indica resistência ou falta de hábito na prática clínica em solicitar a albuminúria junto com a creatinina, mesmo entre pacientes de alto risco.

### A DRC pode ser evitada?

Sim, em muitos casos. Controlar diabetes, hipertensão, obesidade e tabagismo, além de tratar doenças cardiovasculares, são as principais formas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde.

### O que acontece se a DRC não for diagnosticada?

A doença pode avançar para insuficiência renal terminal, exigindo diálise ou transplante. O diagnóstico precoce permite retardar ou evitar esse desfecho.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/estudo-alerta-subdiagnostico-doenca-renal-cronica-brasil/
