# Anvisa aprova novas indicações para remédio de câncer de mama

> A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana) no tratamento de adultos com câncer de mama triplo-negativo, incluindo o uso em primeira linha combinado ao pembrolizumabe. A decisão amplia as opções de terapia para pacientes com esse subtipo agressivo de tumor mamário.

*Método Fit 30 · Prevencao · 10 de setembro de 2026 · Renata Bello*

A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana) no tratamento de adultos com câncer de mama triplo-negativo, incluindo uso em primeira linha combinado ao pembrolizumabe.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), medicamento usado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). A decisão amplia o uso do remédio para duas frentes de primeira linha, conforme informou a Agência Brasil.

Em resumo, são duas novas indicações aprovadas:

- Trodelvy em combinação com pembrolizumabe, para tratamento de primeira linha de adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1;
- Trodelvy como monoterapia, para tratamento de primeira linha de adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1.

O CMTN é um subtipo que não apresenta os três receptores mais usados para guiar a terapia: estrogênio, progesterona e HER2. Essa característica reduz o número de alvos disponíveis para o tratamento e costuma concentrar as decisões clínicas em marcadores como o PD-L1, proteína que aparece na superfície de algumas células cancerígenas e faz com que o sistema imunológico não ataque o tumor.

É nesse ponto que as duas indicações se separam. A combinação com pembrolizumabe faz sentido justamente para os tumores que expressam PD-L1, porque o pembrolizumabe atua nessa via. Já a monoterapia com sacituzumabe govitecana atende o grupo que não pode receber inibidores de PD-1 ou PD-L1, ou seja, pacientes para quem essa alternativa não está indicada.

A aprovação é de indicação terapêutica, não de incorporação ao SUS nem de preço. São etapas distintas: a Anvisa avalia segurança e eficácia; a incorporação depende de outras instâncias, com critérios próprios. Quem acompanha tratamento oncológico pelo sistema público deve confirmar com a equipe médica como a novidade se aplica ao seu caso.

A decisão ocorre em um contexto de ampliação de análises da agência. A Anvisa também tem pautas em outras áreas, como mostram notícias relacionadas sobre atendimento a crianças com autismo e sobre riscos ligados a bets na prevenção ao suicídio.

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Fonte (canonical): https://metodofit30.com.br/prevencao/anvisa-aprova-novas-indicacoes-remedio-trata-cancer-mama-2/
