# Amazonas confirma três casos de sarampo; outros dois são investigados

> O Amazonas confirmou três casos de sarampo em Tabatinga, cidade na tríplice fronteira, e investiga outros dois. Todos os infectados são procedentes do Peru e não estavam vacinados contra a doença. O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa, prevenível por vacinação, e a confirmação acende alerta sanitário na região de fronteira.

*Método Fit 30 · Prevencao · 11 de setembro de 2026 · Sofia Marinho*

Três casos de sarampo foram confirmados em Tabatinga (AM), na tríplice fronteira, e outros dois seguem em investigação. Todos os infectados são procedentes do Peru e não estavam vacinados contra a doença.

Três casos de sarampo foram confirmados em Tabatinga, no Amazonas, cidade na tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Todos os infectados são procedentes de Alto Monte, no Peru, e não estavam vacinados contra a doença. Outros dois casos seguem em investigação no estado.

Os confirmados são uma mulher de 24 anos e duas crianças, de 8 anos e 1 ano. Eles estiveram recentemente no país vizinho e chegaram a ser atendidos lá após apresentar sintomas. A mulher relatou contato com um irmão que também tinha sinais da doença. Os três permanecem isolados em Tabatinga.

Em Tabatinga, as autoridades avaliam o caso de um menino de 2 anos, de nacionalidade peruana, que viveu quase um ano no país vizinho e retornou ao Brasil recentemente. Já em Carauari, uma menina de 1 ano apresentou os sintomas típicos. Diferente dos demais, ela não tem histórico de viagem para fora do Brasil nem de contato com pessoas com suspeita da doença.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas isolou os pacientes confirmados e suspeitos, monitora a saúde de quem teve contato com eles e realizou bloqueio vacinal na comunidade, reforçando a imunização contra o sarampo para evitar a circulação do vírus. O Ministério da Saúde informou que intensifica a vigilância no estado e enviará equipes a Tabatinga e Carauari para apoiar os serviços locais. A pasta reforçou que os casos "ocorrem em meio a surtos em outros países das Américas" e que o Brasil continua certificado como área livre da doença.

Segundo a Organização Panamericana de Saúde, já foram confirmados mais de 47 mil casos no continente, com 44 óbitos. O Peru é um dos países com maior número de registros, quase 2 mil, atrás de Guatemala, México e Estados Unidos.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, alertou que casos importados podem iniciar cadeias de transmissão dentro do território brasileiro: "É fundamental a vigilância, o bloqueio desses casos confirmados, a vacinação de pessoas suscetíveis que tiveram contato. Com esses estados registrando casos, sempre há um risco de retorno da doença. Geralmente a porta de entrada são os locais de imigração".

Em 2026, o Brasil registrou 36 casos: 32 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e 3 no Amazonas. Kfouri ressalta que o país vem aplicando medidas para manter a ausência de transmissão sustentada, como a "dose zero" da vacina em bebês de 6 a 11 meses que vivem em áreas com registro da doença e doses de reforço nos locais de maior risco.

A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. No Calendário Básico, são duas doses, aos 12 meses e aos 15 meses. Pessoas de até 59 anos sem comprovante de vacinação devem atualizar a carteirinha.

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